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16 de janeiro de 2020, 10h28

Irã anuncia que está enriquecendo urânio a um nível mais alto do que antes de assinar o acordo nuclear de 2015

Presidente Hassan Rouhani afirmou que o país “está enriquecendo mais o urânio que antes (do acordo) e vamos seguir progredindo, apesar da pressão internacional”

Presidente iraniano, Hassan Rouhani (Reprodução)

As tensões no Oriente Médio continua após o fim dos bombardeios entre o Irã e as forças estadunidenses na região. Prova disso é a informação, veiculada nesta quinta-feira (16), de que as usinas da República Islâmica passaram a enriquecer urânio a um nível mais alto que antes da assinatura do acordo nuclear de 2015.

A notícia é confirmada por declarações do próprio presidente Hassan Rouhani. Segundo a agência de notícias Reuters, o líder iraniano afirmou, em entrevistas para meios locais, que o país, agora, “está enriquecendo mais o urânio que antes (do acordo) e vamos seguir progredindo, apesar da pressão internacional”.

Embora seja verdade que o Irã venha diminuindo gradualmente os seus compromissos com a acordo nuclear, é bom lembrar que essa tendência começou em 2018, graças à decisão dos Estados Unidos de se retirar do mesmo, e impor sanções econômicas ao país.

Na terça-feira (14), três outros países que assinaram o acordo (Reino Unido, França e Alemanha) anunciaram que pretendem ativar o mecanismo de arbitragem contra o Irã por desrespeitar os termos do documento. Essa postura foi considerada por Teerã como uma “medida passiva”, e que o país está interessado em “seguir comprometido com os pontos mais sensíveis do acordo” (sem detalhar quais são, mas se especula que poderia se referir à garantia de que não pretende usar esse urânio com fins militares).

Contudo, o Irã também afirma que haverá “uma resposta séria e firme contra qualquer medida destrutiva”, que os assinantes do acordo decidam tomar – também sem especificar quais seriam elas.

Em paralelo a isso, o jornal estadunidense The Washington Post reportou que a Casa Branca teria ameaçado impor uma taxa alfandegária de 25% às importações europeias de automóveis, caso Reino Unido, França e Alemanha não acusassem formalmente o Irã de violar o acordo.


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