Seja #sóciofórum. Clique aqui e saiba como
08 de janeiro de 2020, 22h19

Líder social é assassinada por milícia no interior da Colômbia

A morte de Gloria Ocampo é o primeiro assassinato desse tipo na Colômbia em 2020; país registra mais de 347 assassinatos de dirigentes sociais desde a posse de Iván Duque

Foto: Reprodução/ Facebook

Um grupo de três miliacianos realizou um ataque na noite desta terça-feira (7), na região de Putumayo (Sudoeste da Colômbia), que terminou com o assassinato da líder social e ativista pelos direitos humanos Gloria Ocampo, e também de um vizinho que tentou defendê-la.

Segundo a polícia de Putumayo, os assassinos são parte de um grupo miliciano que opera na região – geralmente em apoio a quadrilhas narcotraficantes ou grupos políticos de ultradireita –, e chegaram ao local perguntando sobre o Ocampo, e começaram a disparar assim que a identificaram.

Gloria Ocampo tinha 37 anos e era secretaria da Junta de Ação Comunitária de Putumayo, província da região amazônica da Colômbia. Também foi delegada regional durante as reuniões do Plano de Desenvolvimento Territorial, criado a partir do Acordo de Paz entre o governo colombiano e os grupos guerrilheiros FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e ELN (Exército de Liberação Nacional), que desarmou as guerrilhas de esquerda, mas não envolveu os grupos paramilitares de direita.

No último ano e meio, desde a posse do atual mandatário do país, Iván Duque (em agosto de 2018), a Colômbia registrou 347 assassinatos de dirigentes sociais. Somente em 2019, foram 249 casos, dos quais 23 foram no mês de dezembro.

Nenhum desses casos teve sentença condenatória e a maioria sequer teve conclusão de suas investigações, segundo dados do Indepaz (Instituto Colombiano para o Desenvolvimento e a Paz).

Se retrocedemos até a assinatura do Acordo de Paz, em novembro de 2016, os números do Indepaz indicam que de lá para cá foram 623 assassinatos de lideranças sócias e defensores de direitos humanos.

Por sua parte, a ONG Somos Defensores afirma que há pelo menos outros 600 ativistas de direitos humanos e líderes sociais colombianos vivendo sob ameaça de morte.


Quantas matérias por dia você lê da Fórum?

Você já pensou nisso? Em quantas vezes por dia você lê conteúdos esclarecedores, sérios, comprometidos com os interesses do povo e a soberania do Brasil e que têm a assinatura da Fórum? Pois então, que tal fazer parte do grupo que apoia este projeto? Que tal contribuir pra que ele fique cada vez maior. Bora lá. Apoie já.

Apoie a Fórum