Militar é processada por dar bolo de maconha a soldados

Apesar de negar as acusações, teste feito com os colegas de farda deu positivo para a presença de THC no sangue

A militar canadense Chelsea Cogswell foi formalmente acusada nesta quarta-feira (18) de ter oferecido cupcakes de chocolate com maconha para colegas de farda antes de um treinamento em 2018.

Segundo a denúncia, os militares que comeram o bolo não sabiam que em sua composição tinha maconha.

O fato se deu quando a militar, que servia no exército canadense desde 2011, estava trabalhando na cantina durante um treinamento de várias semanas em uma base militar na vila de Cagetown, no condado de New Brunswick.

No entanto, apesar da militar confirmar que fez os bolos, nega que tenha adicionado cannabis na receita.

Porém, a investigação revelou, após testes feitos em cinco militares e na embalagem do bolo, de que sim, havia THC (substância da maconha) no sangue dos colegas de Cogswell.

Risos

Em seus respectivos depoimentos, os militares afirmaram que tiveram reações após comerem o bolo.

De acordo com informações d’O Globo, um deles relatou que detonou fusíveis de explosivos de maneira incorreta; outro carregou uma arma incorretamente e um artilheiro caminhou na frente de um obus (equipamento similar a um pequeno canhão).

Além disso, outros soldados que depuseram revelaram que tiveram crise de riso durante o treinamento e, por fim, um deles bateu o caminhão militar.

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O Tribunal Militar concluiu que Cogswell cometeu um erro porque tinha uma prescrição médica para o uso de maconha e que teria “prejudicado” os seus colegas porque estava insatisfeita com a corporação.

O julgamento final deve ser realizado em setembro e a militar vai responder por oito acusações de administração de “substância nociva” e uma por “comportamento vergonhoso”.

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Com informações d’O Globo.

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Marcelo Hailer

Jornalista (USJ), mestre em Comunicação e Semiótica (PUC-SP) e doutor em Ciências Socais (PUC-SP). Professor convidado do Cogeae/PUC e pesquisador do Núcleo Inanna de Pesquisas sobre Sexualidades, Feminismos, Gêneros e Diferenças (NIP-PUC-SP). É autor do livro “A construção da heternormatividade em personagens gays na televenovela” (Novas Edições Acadêmicas) e um dos autores de “O rosa, o azul e as mil cores do arco-íris: Gêneros, corpos e sexualidades na formação docente” (AnnaBlume).

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