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06 de junho de 2016, 15h28

Mais um: Em menos de um mês, quarto ministro interino tem cargo reavaliado por Temer

O governo interino ainda não completou 30 dias e já contabiliza 4 ministros com posições reavaliadas; Romero Jucá e Fabiano Silveira deixaram o cargo. Ainda paira na esplanada a dúvida sobre a permanência de Fábio Medina Osório, da Advocacia-Geral da união.

O governo interino ainda não completou 30 dias e já contabiliza 4 ministros com posições reavaliadas; Romero Jucá e Fabiano Silveira deixaram o cargo. Ainda paira na esplanada a dúvida sobre a permanência de Fábio Medina Osório, da Advocacia-Geral da União, e agora Henrique Eduardo Alves, do Turismo, terá permanência discutida

Por Redação*

Nesta segunda-feira (6) pela manhã, Eliseu Padilha, ministro interino da Casa Civil, confirmou em entrevista para a Rádio Gaúcha que a permanência do ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, no cargo, depende da avaliação do presidente interino, Michel Temer.

De acordo com Padilha, o caso do ministro do Turismo deve ser avaliado por Temer ao longo do dia. Alves é acusado de obter recursos desviados da Petrobras em troca de favores para a empreiteira OAS.

A denúncia foi divulgada pelo jornal  Folha de S.Paulo, que teve acesso ao documento em que o Procurador Geral da República afirma terem envolvimento no caso o presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e Léo Pinheiro, ex-presidente da empreiteira.

De acordo com Rodrigo Janot, ambos, Alves e Cunha, recebiam doações de campanha como forma de compra de favores por parte da empreiteira. As doações teriam financiado parte da campanha eleitoral de Alves à governador do Rio Grande do Norte em 2014. Ele acabou não sendo eleito. Eduardo Cunha negou conhecimento sobre o caso e qualquer participação.

Confusão nos ministérios

Em menos de 20 dias, o governo interino assistiu deixarem a Esplanada dois de seus ministros, Romero Jucá, ex-ministro do Planejamento e Fabiano Silveira, ex-ministro da Transparência – ambos protagonistas das gravações divulgadas em maio sobre planos para impedir o andamento das investigações da operação Lava Jato.

Neste sábado (4), o blog do Moreno, do jornal O Globo, publicou que o ministro da Advocacia-Geral da União deixaria o cargo após chegar ao presidente interino informações que apontavam Fábio Medina Osório como articulador da demissão do jornalista e presidente da EBC, Ricardo Melo.

O ministro veio a público desmentir a notícia e afirmar que tem sofrido ataques. Ele também sugeriu que os ataques se devem à sua ação frente ao ministério de investida contra “uma série de empreiteiras”, o teria rendido aos cofres públicos cerca de R$12 bilhões em ativos.

Foto: Marcos Corrêa – VPR

*Com informações da Agência Brasil


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