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19 de maio de 2015, 12h36

Marieta Severo se diz contra redução da maioridade penal

Em entrevista, a atriz fez críticas ao atual conservadorismo político instaurado no Congresso, o que considera um retrocesso: ""Sou da década de 1960, do feminismo, da liberdade sexual (...) Quando volta esse moralismo, e esse mundo religioso começa a ditar as regras, é muito assustador"

Em entrevista, a atriz fez críticas ao atual conservadorismo político instaurado no Congresso, que considera um retrocesso. “Sou da década de 1960, do feminismo, da liberdade sexual (…) Quando volta esse moralismo, e esse mundo religioso começa a ditar as regras, é muito assustador”

Por Redação

A atriz Marieta Severo, em entrevista concedida ao jornal O Globo e publicada nesta terça-feira (19), fez fortes críticas à onda conservadora quem vem assolando parte da sociedade e da classe política no país e que está pautando propostas como a da redução da maioridade penal.

“Quando você tem um Congresso votando uma lei de maioridade penal, é o que? É um conservadorismo político apoiando um conservadorismo social, de ideias, de princípios, de valores”, afirmou.

Aos 68 anos, a atriz se disse assustada com o que ela classifica como um “retrocesso” em relação aos direitos conquistados por sua geração, aproveitando para tecer críticas também à influência exercida pela religião.

“Sou da década de 1960, do feminismo, da liberdade sexual, das igualdades todas. Quando você tem essas conquistas, a tendência é achar que elas estão conquistadas dali para a frente. Quando volta esse moralismo, e esse mundo religioso começa a ditar as regras, é muito assustador”, analisou.

Foto: AdoroCinema/Divulgação


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