Martine Grael e Kahena Kunze conquistam o bicampeonato olímpico

Elas ficaram em terceiro lugar na última regata, mas à frente das adversárias diretas pelo título, na regata final da categoria 49er FX

As velejadoras Martine Grael e Kahena Kunze conquistaram, nesta terça-feira (3), na ilha de Enoshina, no Japão, o bicampeonato olímpico, na regata final da categoria 49er FX, após a prova ter sido adiada em um dia por questões meteorológicas.

Elas ficaram em terceiro lugar na última regata, mas à frente das adversárias diretas pelo título, as holandesas Annemiek Bekkering e Anette Duetz, e as alemãs Tina Lutz e Susann Beucke. É a 19ª medalha da vela brasileira em Olimpíadas e a nona da família Grael, somando as cinco de Torben e outras duas de Lars.

“Aqui (Enoshima), proporcionalmente, foi muito bom, todos os nossos amigos estavam ali. Ter ali as pessoas que a gente admira tanto, que estão nessa batalha por ser atleta olímpico na vela… É muito difícil trilhar esse rumo”, disse Martine logo após conquistar o segundo ouro.

Exceto as modalidades coletivas, antes do bicampeonato de Martine e Kahena apenas Adhemar Ferreira da Silva havia ganhado duas medalhas de ouro em edições consecutivas dos Jogos Olímpicos. Ele venceu no salto triplo em Helsinque-1952 e Melbourne-1956.

Nem mesmo Robert Scheidt e Torben Grael, cada um com cinco medalhas olímpicas na vela, duas delas de ouro, conseguiram subir ao principal lugar do pódio em sequência.

“É uma honra ter o nome ao lado dos que fizeram nome no esporte. Ainda não caiu a ficha, né”, disse Kahena, após a conquista.

A medalha de Martine Grael e Kahena Kunze também foi a 33ª medalha de ouro do país na história olímpica.

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Com informações da Folha e do G1

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Julinho Bittencourt

Jornalista, editor de Cultura da Fórum, cantor, compositor e violeiro com vários discos gravados, torcedor do Peixe, autor de peças e trilhas de teatro, ateu e devoto de São Gonçalo - o santo violeiro.

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