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23 de julho de 2018, 15h35

MDB de Requião poderá se coligar com o PDT na disputa pelo governo do Paraná

Convenção estadual do partido confirmou a candidatura de Roberto Requião para o Senado e colocou a possibilidade de o partido compor chapa com o PDT para disputar o governo do estado do Paraná

Foto: Eduardo Matysiak

O MDB do Paraná realizou, no último sábado (21), a convenção estadual do partido que definiu parte de suas candidaturas. No encontro, Roberto Requião foi confirmado como o candidato da legenda para concorrer ao Senado. Foram definidas ainda 25 candidaturas de deputado federal e 26 de deputado estadual.

O nome para a candidatura de governador do Paraná ainda não foi definido mas, durante a convenção, foi colocada a possibilidade de a legenda apoiar Osmar Dias, do PDT. De acordo com Requião, a coligação dependerá de “acordos programáticos” entre os dois partidos. Não está descartada, no entanto, a possibilidade de o MDB do Paraná lançar uma candidatura própria. Neste caso, o nome mais cogitado é o do deputado federal João Arruda. A decisão final deverá ser anunciada em 5 de agosto pela comissão executiva do partido.

“Com candidatura própria ou com coligação, o Paraná sai das mãos de envolvidos na Quadro Negro e em tantos escândalos de corrupção que tem manchado a história do nosso Estado. Somos o único partido que não se envolveu nisso tudo. Se teremos ou não candidatura própria ao Governo do Estado, deixaremos para a Executiva decidir nos próximos 14 dias”, afirmou Requião, que preside o MDB do Paraná.

Candidatura à presidência

O nome mais cotado do MDB para disputar a presidência da República é o de Henrique Meirelles, que tem apresentado um baixo desempenho nas últimas pesquisas de intenção de voto – ele gira em torno do 1%. A confirmação do nome do candidato à presidência pelo partido se dará na convenção nacional do partido, em 2 de agosto.

A candidatura de Meirelles é vista com maus olhos por Requião, que não poupa críticas ao correligionário. “O Meirelles representa este modelo”liberal”, bárbaro, que nos colocou na crise que vivemos.Erro brutal na condução da economia,ditadura dos bancos”, escreveu o senador em seu Twitter nesta segunda-feira (23).

O presidente do MDB do Paraná, que participou da caravana de Lula em seu estado e que esteve com o ex-presidente momentos antes de sua prisão no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Paulo, informou ainda que não receberá Meirelles na agenda que o pré-candidato tem hoje em Curitiba. “Sim, o Meirelles será recebido no PMDB. E quem desejar contato com ele será bem recebido. De minha parte tenho outros compromissos”, escreveu o emedebista.

 


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