Ômicron: quais são os sintomas da nova variante do coronavírus?

Cepa foi identificada pela primeira vez na África do Sul e chama atenção pela sua alta taxa de transmissibilidade

Desde que foi identificada na África no Sul, a Ômicron, a nova variante do coronavírus tem causado pânico entre os infectologistas e governo ao redor do mundo, entre os motivos está o fato de que ela possui mais de 50 mutações e que, justamente por isso, pode colocar em risco a eficácia das vacinas existentes.

Diante de tal cenário, as farmacêuticas já estão testando as vacinas para responder se elas são ou não eficazes contra a nova variante.

Enquanto o mundo aguarda para saber se as vacinas dão conta de proteger contra a nova variante, outra questão surge: quais são os sintomas da Ômicron?

Em entrevista à BBC, a médica sul-africana Angelique Coetzee, que identificou a nova variante, revelou que, até este momento, os pacientes infectados com a Ômicron tem apresentado “sintomas leves”.

“Tudo começou com um paciente com sintomas leves. Ele dizia estar com um cansaço extremo nos dois últimos dias e tinha dores no corpo- e um pouco de dor de cabeça. Nem sequer uma dor de garganta, mas algo como uma garganta arranhando. Sem tosse, nem perda de olfato ou paladar”, revelou a médica à BBC.

A infectologista explica que, como considerou os sintomas “incomuns”, testou o paciente e toda a sua família: todos apresentaram resultado positivo para coronavírus e também com sintomas leves.

Dessa maneira, a médica explica que os paciente infectados pela variante Ômicron, principalmente em jovens, apresentam dores no corpo e cansaço extremo.

Após alertar o governo sul-africano, outros pacientes surgiram com os mesmos sintomas que, de maneira geral, se repetem.

Publicidade

Portanto, até este momento os sintomas da Ômicron são: cansaço extremo, irritação na garganta (sensação de garganta arranhada), não há perda de olfato e paladar, e, pelo menos por hora, os pacientes não têm apresentado a necessidade de internação, ou seja, não estão desenvolvendo quadro grave de Covid.

Ômicron já pode estar espalhada pelo mundo?

A médica também afirmou que, diante do quadro clínico apresentado pela Ômicron, o pânico apresentado pelos países é “desnecessário”.

De acordo com Angelique, “os casos já devem estar circulando nos países sem serem notados. Então, nesse momento, eu diria com certeza que o pânico é desnecessário”.

Publicidade

Todavia, a médica afirmou que é preciso, pelo menos, de duas semanas para fechar uma avaliação sobre a Ômicron.

Ômicron: Governo do Reino Unido convoca G7 para reunião de emergência

O aumento de casos da nova variante do coronavírus, batizada de Ômicron, fez com que o governo do Reino Unido convocasse, neste domingo (28), uma reunião de emergência entre ministros da Saúde dos países que integram o G7, grupo das sete economias mais desenvolvidas do mundo.

O encontro será nesta segunda (29) e tem como objetivo debater o que pode acontecer com a chegada da nova cepa no mundo, segundo informações do Deutsche Welle.

“Sob a presidência britânica, foi convocada uma reunião urgente de ministros da Saúde do G7, nessa segunda-feira, 29 de novembro, para abordar a evolução da Ômicron”, diz o comunicado divulgado pelo Ministério da Saúde e Atenção Social do Reino Unido, liderado por Sajid Javid.

O G7 é também é formado por Estados Unidos, Canadá, França, Alemanha, Itália e Japão, além do Reino Unido, que já confirmou três casos de infecção pela Ômicron, todos ligados a viagens feitas ao sul da África.

Notícias relacionadas

Com informações da BBC

Avatar de Marcelo Hailer

Marcelo Hailer

Jornalista (USJ), mestre em Comunicação e Semiótica (PUC-SP) e doutor em Ciências Socais (PUC-SP). Professor convidado do Cogeae/PUC e pesquisador do Núcleo Inanna de Pesquisas sobre Sexualidades, Feminismos, Gêneros e Diferenças (NIP-PUC-SP). É autor do livro “A construção da heternormatividade em personagens gays na televenovela” (Novas Edições Acadêmicas) e um dos autores de “O rosa, o azul e as mil cores do arco-íris: Gêneros, corpos e sexualidades na formação docente” (AnnaBlume).