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28 de fevereiro de 2014, 13h52

ONU repudia a publicação de lista de homossexuais pela imprensa na Uganda

Alta Comissária da ONU para Direitos Humanos declarou que a Uganda deve garantir a segurança da população LGBT e não incentivar o ódio e a perseguição

Alta Comissária da ONU para Direitos Humanos declarou que a Uganda deve garantir a segurança da população LGBT e não incentivar o ódio e a perseguição

Por Redação

Alta Comissária da ONU declarou que a Uganda deve proteger as LGBT e não incitar os crimes de ódio (Foto: UN)

O Escritório da Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos repudiou a publicação de uma lista de “200 homossexuais” da Uganda. A relação foi divulgada  um dia depois de o presidente, Yoweri Museveni, ter promulgado a lei que criminaliza a homossexualidade, estabelecendo a pena de prisão perpétua para a prática de atos homossexuais.

Cécile Pouilly, porta-voz do escritório da ONU, declarou que a publicação do nome de homossexuais viola o direito à privacidade e só faz provar que a lei vai incentivar a violência contra a população LGBT. Pouilly lembra que a própria Justiça da Uganda já tinha proibido matérias com este tipo de conteúdo e que isso afronta a dignidade das pessoas segundo a Constituição do país.

A representante para os Direitos Humanos declarou que também que os meios de comunicação não devem incentivar o ódio e a perseguição aos LGBT ugandenses. Cécile Pouilly clamou para que as autoridades tomem medidas urgentes de proteção aos homossexuais, além de pedir que se investiguem os crimes contra lésbicas, gays e transgêneros.

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Pouilly também mandou um recado aos ativistas LGBT do país, dizendo a eles para não desistirem de sua luta e não temerem perseguições. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, já havia se posicionado contra a lei anti-gay da Uganda. A União Europeia já ofereceu asilo aos homossexuais ugandenses e no momento estuda aplicar sanções econômicas. A Noruega declarou que vai cortar a ajuda de 8 bilhões de dólares.


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