Operação fecha garimpos ilegais com trabalho escravo no Pará

Ação resgata cerca de 40 pessoas; dois donos de garimpo foram presos por crimes ambientais e por manter os trabalhadores em situação análoga à escravidão

Uma operação divulgada nesta sexta-feira (20) pelo Ministério Público Federal (MPF) fechou seis frentes de garimpo ilegal no sudeste do Pará. No local, foram resgatados cerca de 40 trabalhadores que eram mantidos em regime de escravidão. E dois donos de garimpo foram presos por crimes ambientais e por reduzir trabalhadores à condição análoga à escravidão.

A ação teve a participação do próprio MPF, da Polícia Federal e do Ministério Público do Trabalho (MPT). Ela foi realizada no distrito de Casa de Tábua, no município paraense de Santa Maria das Barreiras.

Segundo o MPF, foram apreendidos R$ 97 mil em dinheiro vivo, cerca de 2 kg de ouro, 11 retroescavadeiras, 1 caminhão caçamba, bombas de água e outras máquinas utilizadas na extração de ouro.

A procuradoria informou que os donos do garimpo podem ser denunciados por crimes ambientais. Ainda poderão ser denunciados também pelo crime de submeter os trabalhadores à condição análoga à escravidão. Nesse caso, serão obrigados a quitar e indenizar os direitos trabalhistas que foram negados aos funcionários.

Uma perícia vai avaliar a dimensão dos danos ambientais provocados pelas seis frentes de garimpo ilegal.

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Fabíola Salani

Graduada em Jornalismo pela Universidade Metodista de São Paulo. Trabalhou por mais de 20 anos na Folha de S. Paulo e no Metro Jornal, cobrindo cidades, economia, mobilidade, meio ambiente e política.

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Renato Rovai
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