terça-feira, 29 set 2020
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Países em desenvolvimento já ultrapassam o G7 em alguns indicadores

Relatório do FMI publicado esta semana afirma que está surgindo um novo grupo de líderes na economia mundial. Os sete principais países em desenvolvimento, que envolvem os grupos BRICS e MINT, já ultrapassaram o G7 tradicional em vários indicadores

Por Vermelho

O grupo dos sete países desenvolvidos – Reino Unido, Alemanha, Itália, Canadá, EUA, França e Japão – está perdendo terreno. Os países em desenvolvimento estão já aí. E embora Brasil, China, Índia, Indonésia, México, Rússia e Turquia não estejam integrados num novo grupo, o seu PIB total do ano passado foi em 3,5 trilhões de dólares maior que o do G7. É verdade, não se trata da clássica contagem do PIB per capita. Esta contagem foi baseada em paridade de poder aquisitivo (PPA), explica o economista Alexei Vyazovsky.

“A paridade de poder aquisitivo é a relação entre duas ou mais unidades monetárias de países diferentes calculada segundo o seu poder de compra para um conjunto específico de produtos e serviços. Normalmente, este conjunto de bens e serviços é padronizado e, calculando pela taxa de câmbio corrente da moeda nacional, verifica-se que quantidades dos mesmos produtos e serviços se podem comprar por uma determinada quantia”.

Uma das maneiras de determinar a paridade do poder de compra foi proposta pela revista britânica The Economist. Em 1986, ela introduziu o conceito do “índice Big Mac”. Ou seja, para comparação é usado o preço de um hamburger padrão produzido por restaurantes de comida rápida McDonald’s praticamente em todo o mundo. Desta forma, é fácil verificar a relação da taxa de câmbio real com a vigente no mercado de câmbio na sequência de especulações. Por exemplo, em 2013, o PPA do dólar na Rússia totalizava 19,3 rublos – exatamente metade da taxa atual.

Ora, é justamente por causa da diferença nas taxas de câmbio que o método de calculação do PIB por paridade de poder aquisitivo não pode ser considerado adequado, enfatiza o analista financeiro Alexander Yakovlev.

“Pelo poder aquisitivo pode ser determinada a força da moeda e o tamanho nominal do produto interno bruto, podendo os países ser agrupados de acordo com este indicador. Mas o fato é que o poder de compra não reflete a qualidade da economia, seus centros de crescimento, a duração da dinâmica atual. O PIB por PPA é um número impressionante, mas muito abstrato”.

E mesmo assim, não se pode ignorar o fato de que as últimas avaliações da situação no mundo indicam enormes mudanças. Em particular, 10 das 20 maiores economias são atualmente representadas por países em desenvolvimento. E quer o velho clube do G7 o queira, quer não, ele terá que tomar em consideração o grupo de países em rápido desenvolvimento.

Fonte: Voz da Rússia

Foto de Capa: Patrick Welham

Redação
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