quinta-feira, 22 out 2020
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Para OMS, jovens saudáveis só devem receber vacina contra Covid-19 em 2022

Cientista da organização afirmou que, quando prontas, doses devem ser aplicadas antes em profissionais de saúde e grupos mais vulneráveis à doença

Você é do tipo que lê uma notícia sobre vacinas contra a Covid-19 e imagina que, assim que alguma estiver disponível, vai tomar uma dose e voltar à vida normal pré-pandemia? Se não for profissional de saúde, idoso, tiver doença grave ou de outro grupo mais vulnerável ao novo coronavírus, é melhor rever seus planos.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou nesta quinta-feira (15) que pessoas jovens e saudáveis talvez só sejam vacinadas contra o Sars-Cov-2, nome do novo coronavírus, lá em 2022. Isso mesmo.

A afirmação é de Soumya Swaminathan, principal cientista da entidade. Segundo ela, a prioridade deve ser vacinar os grupos de risco e os profissionais da saúde.

Swaminathan apontou para o fato de que, apesar de dezenas de vacinas estarem em fase de desenvolvimento, é improvável que a vacinação em massa ocorra.

“As pessoas acham que no dia 1º de janeiro vai haver uma vacina e tudo vai voltar ao normal. Mas não vai funcionar assim”, disse a cientista, em um vídeo com perguntas e respostas publicado nas redes sociais.

Segundo suas estimativas, vacinas comprovadamente seguras e eficazes contra Covid-19 podem estar disponíveis no próximo ano, mas ainda não em quantidade suficiente para toda a população. “Ninguém jamais produziu vacinas nos volumes que serão necessários. Então, em 2021, esperamos ter vacinas, mas em uma quantidade limitada”, afirmou.

Por isso, prossegue ela, “uma pessoa jovem e saudável terá que esperar até 2022 para ser vacinada”.

Estágio das vacinas

Atualmente há em torno de dez potenciais vacinas contra a Covid-19 na fase 3 de testes clínicos.  Ao todo, 40 vacinas estão em uma das três fases dos testes clínicos, e 200 estão em testes de laboratório.

No Brasil, os imunizantes em fase mais avançada de testes são a CoronaVac, produto de uma parceria entre o laboratório chinês Sinovac e o Instituto Butantan, e a vacina desenvolvida em parceria entre a Universidade de Oxford e o laboratório AstraZeneca.

Se os testes correrem como previsto, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), estima que as primeiras doses da CoronaVac serão aplicadas em 15 de dezembro deste ano.

“Até termos os resultados da fase 3, não saberemos quais e quantas dessas vacinas serão seguras, eficazes e protegerão por um longo período”, explicou Swaminathan.

Com informações da Deutsche Welle

Fabíola Salani
Fabíola Salani
Graduada em Jornalismo pela Universidade Metodista de São Paulo. Trabalhou por mais de 20 anos na Folha de S. Paulo e no Metro Jornal, cobrindo cidades, economia, mobilidade, meio ambiente e política.