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09 de fevereiro de 2017, 16h39

Pesquisadores da UFG exigem pedido de desculpas de apresentadora que sugeriu morte de índios

“As declarações feitas pela apresentadora são infelizes, preconceituosas, discriminatórias e reveladoras de ignorância e intolerância e do ódio que a senhora Fabélia Oliveira nutre pelos povos indígenas brasileiros”, diz trecho da nota de repúdio divulgada pelo Núcleo Takinahaky, grupo destinado à formação de professores indígenas no ensino superior na Universidade Federal de Goiás

Por Rafael Oliveira, colaborador da Rede Fórum 

O Núcleo Takinahaky, destinado à formação de professores indígenas no ensino superior, por meio da Licenciatura Intercultural de Formação Superior de Professores Indígenas da Universidade Federal de Goiás (UFG), entregou ao responsável jurídico da TV Record Goiás, João Santos, nesta quarta-feira (8), uma nota de repúdio com 292 assinaturas e uma carta dirigida à Fabélia Oliveira, apresentadora que proferiu comentários preconceituosos contra os povos indígenas no programa “Sucesso Rural”, no começo do mês de janeiro.

A apresentadora ficou indignada com o tema do samba-enredo da Imperatriz Leopoldinense, “Xingu: O Clamor que Vem da Floresta”, que critica o agronegócio, e aproveitou a abertura de seu programa para proferir todo o seu ódio e preconceito, sugerindo que os índios não tenham acesso a remédios e morram de malária.

Na nota, o Núcleo considera as declarações feitas pela apresentadora “infelizes, preconceituosas, discriminatórias e reveladoras de ignorância e intolerância e do ódio que a senhora Fabélia Oliveira nutre pelos povos indígenas brasileiros”.

O grupo exige um posicionamento da Rede Record Goiás sobre o assunto e também um pedido de desculpas por parte da apresentadora pelos comentários racistas proferidos. A emissora informou que fará os documentos chegarem às mãos de Fabélia e em breve informará as decisões tomadas.

Confira abaixo a íntegra da nota.

notarepudio

 

 


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