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26 de junho de 2015, 18h38

Pitty: “Homens não vão protagonizar o feminismo”

A fala da cantora se deu justamente no evento de lançamento da campanha "Eles por Elas", que visa mobilizar o público masculino a favor da luta pelo empoderamento das mulheres e pela igualdade de gênero: "Cabe ao gênero masculino dar apoio ao feminismo".

A fala da cantora se deu justamente no evento de lançamento da campanha “Eles por Elas”, que visa mobilizar o público masculino a favor da luta pelo empoderamento das mulheres e pela igualdade de gênero: “Cabe ao gênero masculino dar apoio ao feminismo” 

Por Redação 

A cantora baiana Pitty – que nos últimos tempos vem se posicionando publicamente em relação a temas como o feminismo – foi uma das participantes das mesas de debate no evento de lançamento da campanha Eles por Elas, na última quarta-feira (24). Encabeçada pela ONU Mulheres, em parceria com o canal de televisão por assinatura GNT, a campanha visa reunir artistas, intelectuais e outras figuras públicas para mobilizar o público masculino a favor da luta pelo empoderamento das mulheres e pela igualdade de gênero. 

“Homens não vão protagonizar o movimento feminista”, disse a cantora. Para Pitty, cabe aos homens prestar apoio ao feminismo. “Temos que poder ser mulher, usar a saia e a maquiagem que queremos e ainda ser respeitadas por isso”, completou.

Entre outras participantes do evento de lançamento da campanha, que foi realizado no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo, estavam figuras como Luiza Trajano, dona da rede de lojas Magazine Luiza.  Ela, como mulher e dirigente de uma das maiores redes de varejo do país, acredita que as mulheres ainda são obrigadas a assumir a responsabilidade social de criar os filhos, tendo muitas vezes que deixar o trabalho.

“Ela não para de trabalhar por falta de vontade, para porque não tem mais como”, analisou, defendendo ainda que as mulheres tenham 15% de cotas nos conselhos administrativos de empresas brasileiras como forma de prover igualdade.

Entre as atividades planejadas pela campanha, estão programas especiais no canal, além de vídeos e um site destinado à divulgação de informações sobre a temática. A campanha ainda tem como meta alcançar 100 mil assinaturas no país para contribuir com o mapa mundial de engajamento à causa. O Brasil já é líder do ranking de adesões nas Américas do Sul e Central.

Foto de capa: Divulgação

 

 


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