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12 de fevereiro de 2014, 14h02

PP não vai indicar Bolsonaro para a Comissão de Direitos Humanos

Com medo de ter a sua imagem desgastada frente à opinião pública, partido desiste de indicar deputado à CDHM

Com medo de ter a sua imagem desgastada frente à opinião pública, partido desiste de indicar deputado à CDHM

Por Redação

Deputado havia afirmado de que seria pior do que Marco Feliciano na presidência da CDHM

O Partido Progressista (PP) decidiu, após reunião da cúpula, que não irá indicar o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) à Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) e nem mesmo disputá-la. O partido divulgou ter mais interesse na Comissão de Minas e Energia.

A avaliação do partido é de que haveria um desgaste muito grande para a imagem da legenda, principalmente depois de ontem (11), quando ativistas dos Direitos Humanos promoveram um beijaço dentro da Câmara dos Deputados em repúdio à possível indicação de Bolsonaro para a CDHM.

Desde a semana que o parlamentar resolveu assumir que tinha interesse em presidir a comissão, fez várias declarações provocativas. Entre elas, a de que as pessoas “teriam saudades da presidência de Marco Feliciano (PSC-SP)”, dando a entender que seria mais obscurantista do que o pastor-deputado. Em outro momento, Bolsonaro disse que “nem gays, nem os índios” iriam atrapalhar o seu trabalho caso fosse eleito.

Há uma grande expectativa para se saber quem vai assumir a presidência da comissão. Na rede, existe uma campanha que pede para que a vaga seja assumida pela deputada Erika Kokay (PT-DF). Em conversa com Fórum, tanto Erika, quanto o deputado Henrique Fontana (PT-RS) declararam que a CDHM é uma prioridade do Partido dos Trabalhadores. A questão será resolvida na semana que vem, quando os partidos irão indicar os seus nomes às respectivas comissões.

 


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