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14 de junho de 2007, 18h49

São Francisco: Justiça ordena reintegração de posse de área ocupada

Manifestantes prometem resistir a ordem judicial de desocupação em Cabrobó (PE). Organizadores calculam em 1.800 os acampados.

O juiz federal Georgius Luís Argentini Principe Credidio, da 20ª Vara Federal de Salgueiro, Pernambuco, ordenou nesta sexta-feira, 29, a reintegração de posse da área ocupada por movimentos sociais em Cabrobó (PE). A Polícia Federal e a Fundação Nacional do Índio (Funai) deverão acompanhar a desocupação da área.

“A previsão é tentar negociar para ninguém sair, mas se for preciso, haverá enfrentamento”, afirma José Barros, secretário de política Agrícola e Meio Ambiente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Orocó (PE), à Agência Brasil. Segundo ele, o acampamento já conta com 1,8 mil pessoas de vários estados no Nordeste e da região de Cabrobó.

O juiz determinou que as lideranças do movimento sejam citadas nominalmente, e recomendou cautela à polícia. “Adverte-se, desde logo, que a ordem de reintegração deverá ser cumprida com as máximas cautela, calma e ponderação pelos oficiais de Justiça e Policiais Federais”, afirma o juiz na sentença. Em caso de descumprimento da determinação judicial ou de nova perturbação, a multa estabelecida foi de R$ 10 mil.

No entendimento do juiz, os documentos apresentados demonstram que a área constitui bem da União, destinado à execução do Projeto de Integração do Rio São Francisco com as Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional.

Desde a última terça-feira, 26, manifestantes de movimentos sociais estão em Cabrobó, que fica no sertão pernambucano, para tentar impedir a continuidade das obras de integração do Rio São Francisco. Um dia antes, o 2º Batalhão de Construção e Engenharia do Exército começou as obras de destacamento e de topografia para a transposição no município.

Entre os participantes da manifestação estão indígenas, quilombolas, integrantes do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

(Com informações da Agência Brasil)


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