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10 de abril de 2007, 14h52

Sem-terra querem inclusão de reforma agrária no PAC

Cerca de 300 trabalhadores sem-terra ligados à Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar no Estado (Fetraf-PE) ocuparam, neste domingo (8), três propriedades em Pernambuco. A mobilização faz parte da Jornada Nacional da Agricultura Familiar, coordenada pela Fetraf-Brasil

Por Vermelho

Cerca de 300 trabalhadores sem-terra ligados à Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar no Estado (Fetraf-PE) ocuparam, neste domingo (8), três propriedades em Pernambuco. A mobilização faz parte da Jornada Nacional da Agricultura Familiar, coordenada pela Fetraf-Brasil.

O objetivo da jornada é preparar um plano de negociações de 1º de Maio, Dia Internacional do Trabalho. Os sem-terra pretendem abordar temas como a desapropriação de terras improdutivas e programas de crédito e assistência ao pequeno agricultor dentro do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

“O PAC pode ser louvável, mas para nós ele é uma falência se não incluir a reforma agrária”, afirma o coordenador da Fetraf-PE, João Santos. “Um real crescimento começa no campo, com reforma agrária”. Ele destaca que mais de 5 milhões de famílias brasileiras vivem “sem terra, sem teto e sem cidadania”.

Hoje foram ocupadas a Fazenda Santa Rosa, em Riacho das Almas, no agreste; a Fazenda Canto Escuro, em Sertânia, no sertão; e o Engenho Cristina, em Vitória de Santo Antão, na zona da mata. De acordo com a Fetraf, as áreas ocupadas estão abandonadas. Juntas, somam mais de 8 mil hectares.

Não houve conflito nas ações. Incluindo as oito áreas ocupadas neste ano, a Fetraf-PE coordena 88 acampamentos no estado, além de 32 assentamentos. Desde o início do mês, o movimento promoveu oito ocupações. A meta é chegar a 40 até o fim de abril.


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