Serial killer: Polícia do Paraná investiga possível 4º vítima ligada a um suspeito de assassinar homossexuais

Homem, que está foragido, encontra as suas vítimas em aplicativos e tem matado, em média, uma pessoa por semana, segundo a polícia

A Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), do Paraná, investiga uma quarta morte que pode estar ligada a um homem que é apontado como um assassino em série de homossexuais em Curitiba e em Santa Catarina.

A Polícia atribui três mortes, entre elas a de dois jovens de Curitiba, ao suspeito José Tiago Correia Soroka. Além dessas vítimas, também foram incluídos os casos de dois de jovens, que conseguiram escapar do suspeito. Uma dessas vítimas procurou o DHPP nessa terça-feira.

De acordo com informações do G1, a quarta vítima é um rapaz de 27 anos, que foi encontrado sem vida no dia 30 de abril. Segundo investigação da polícia, o jovem estava em circunstâncias semelhantes com as que foram encontrados as outras vítimas e teve ligação com o suspeito.

“É uma pessoa que era conhecida desse assassino. Estamos com uma forte desconfiança, mas não podemos confirmar nada até que tenhamos o laudo do Instituto Médico-Legal em mãos, para sabermos a causa da morte”, disse a delegada Camila Cecconello.

A DHPP, além do laudo do IML, também tem estudado imagens de câmeras de segurança que possam mostrar o suspeito no local do crime.

A polícia não descarta a possibilidade de que José Tiago Correia Soroka, que já é considerado foragido pelo Paraná e Santa Catarina, tenha fugido para outra região do país.

“Nosso medo é que ele continue matando. Por isso pedimos ajuda da população com denúncias concretas, que realmente possam nos ajudar a chegar até ele”, afirmo ao G1 a delegada Camila Cecconello.

A investigação sobre os supostos crimes cometidos por José Soroka está sendo conduzido pelas polícias civis do Paraná e Santa Catarina. De acordos com os trabalhos, o primeiro crime aconteceu no dia 16 de abril, na cidade de Abelardo Luz (SC). Robson Olivino Paim foi encontrado morto.

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Em Curitiba, José Tiago é suspeito de ter matado David Júnior Alves Levisio, no dia 27 de abril, e Marco Vinício Bozzana, no dia 4 de maio. Posteriormente, teve a vítima que sobreviveu, o encontro com o suspeito aconteceu no dia 11 de maio.

Assassino em série

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A Divisão de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) afirmou nessa segunda-feira (17) que o suspeito José Tiago tem todas as características de um “serial killer” (assassino em série), isso porque o método utilizado para matar as suas vítimas obedecem a um mesmo padrão.

“Ele tem perfil de serial Killer, com problemas psicológicos. Precisamos tirá-lo de circulação o quanto antes, pois está matando uma média de uma pessoa por semana. Queremos realmente alertar o grupo gay”, disse o delegado Thiago Nóbrega.

José Tiago marca encontros com suas vítimas por aplicativo. O perfil da vítiimas é sempre o mesmo: jovem, gay e que mora sozinho. De acordo com a investigação, ele não chega a manter relações sexuais, espera um momento oportuno para atacar e matar a vítima.

“Ele age o mesmo modo há 30 dias, sempre com homossexuais. Ele vai até a casa das vítimas e lá pega a pessoa desprevenida, dá um mata leão, a sufoca com travesseiro ou coberta e leva pertences da vítima após o assassinato”, disse a delegada Camila Cecconello.

Com informações do G1.

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Marcelo Hailer

Jornalista (USJ), mestre em Comunicação e Semiótica (PUC-SP) e doutor em Ciências Socais (PUC-SP). Professor convidado do Cogeae/PUC e pesquisador do Núcleo Inanna de Pesquisas sobre Sexualidades, Feminismos, Gêneros e Diferenças (NIP-PUC-SP). É autor do livro “A construção da heternormatividade em personagens gays na televenovela” (Novas Edições Acadêmicas) e um dos autores de “O rosa, o azul e as mil cores do arco-íris: Gêneros, corpos e sexualidades na formação docente” (AnnaBlume).

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