“O terrivelmente evangélico será derrotado pela maioria dos senadores”, diz Alcolumbre

O senador, que preside a CCJ no Senado, afirmou aos colegas que deve agendar a sabatina para a primeira quinzena de novembro

O senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), que preside a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, deve agendar a sabatina de André Mendonça, indicado do presidente Bolsonaro (sem partido), até o dia 15 de novembro.

Aos colegas, o parlamentar tem dito que tem “total convicção de que o terrivelmente evangélico indicado por Jair Bolsonaro será rejeitado pela maioria dos senadores”.

O senador Davi Alcolumbre fez da sabatina de André Mendonça uma disputa direta com o presidente Bolsonaro. Além de postergar por mais de 100 dias a convocação de Mendonça, articulou votos contrários à indicação do presidente.

Ao mesmo tempo em que manobrou para fritar e derrubar o nome de André Mendonça, o senador, segundo a Folha de S. Paulo, tem feito campanha em prol do nome do Procurador-Geral da República, Augusto Aras.

Bolsonaro lamenta fritura de Mendonça por Alcolumbre: “não se faz”

O presidente Jair Bolsonaro lamentou o fato de o senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) por não pautar a sabatina de André Mendonça na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, etapa obrigatória para aqueles que são indicados para ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF).

Durante a sua passagem pelo litoral sul de São Paulo, o presidente Bolsonaro fez duras críticas a Alcolumbre. “A indicação é minha. Se ele quer indicar para o supremo, ele se candidata a presidente ano que vem”, declarou o presidente da República.

Por sua vez, quando questionado o senador Alcolumbre, que preside a CCJ, justifica que ainda não há “consenso” na Comissão em torno do nome de André Mendonça, o indicado “terrivelmente evangélico” de Bolsonaro.

Para Bolsonaro, tudo não passa de um jogo político. “Ele pode votar contra, mas o que ele está fazendo não se faz”, lamentou o presidente.

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Com informações da Folha de S. Paulo

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Marcelo Hailer

Jornalista (USJ), mestre em Comunicação e Semiótica (PUC-SP) e doutor em Ciências Socais (PUC-SP). Professor convidado do Cogeae/PUC e pesquisador do Núcleo Inanna de Pesquisas sobre Sexualidades, Feminismos, Gêneros e Diferenças (NIP-PUC-SP). É autor do livro “A construção da heternormatividade em personagens gays na televenovela” (Novas Edições Acadêmicas) e um dos autores de “O rosa, o azul e as mil cores do arco-íris: Gêneros, corpos e sexualidades na formação docente” (AnnaBlume).

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