quarta-feira, 23 set 2020
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Trump demite John Bolton, que foi recebido com continência pelo então presidente eleito Jair Bolsonaro

Pelo Twitter, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anuciou a demissão nesta terça-feira (10) de seu terceiro conselheiro nacional de segurança, John Bolton. A principal causa da demissão foram divergências entre os dois sobre como conduzir a política externa dos Estados Unidos com o Irã, Afeganistão e Coreia do Norte. Bolton foi o primeiro oficial do governo dos Estados Unidos a visitar Jair Bolsonaro após a vitória nas eleições, ainda em novembro de 2018, e foi recebido com continência pelo então presidente eleito do Brasil.

Ele também ficou conhecido por ter indicado pressão militar total contra a Venezuela e Nicarágua, além de ser um entusiasta do governo de Jair Bolsonaro (PSL).

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“Informei John Bolton ontem à noite que seus serviços não são mais necessários na Casa Branca. Discordei fortemente de muitas de suas sugestões, assim como outros do governo, e, portanto, pedi a John sua demissão, que ele me entregou nesta manhã. Agradeço muito a John por seu serviço. Vou nomear um novo consultor de segurança nacional na próxima semana”, escreveu Trump em sua conta no Twitter.

John Bolton foi o responsável por colocar a América Latina no foco da política externa americana na segunda metade do governo de Trump,  além de ter piorado a relação dos Estados Unidos com a Cuba. Sua saída ocorre no momento em que Trump busca abertura diplomática com dois dos inimigos mais importantes ​​dos Estados Unidos, esforços que atrapalharam os linha-dura no governo, como Bolton, que vê a Coreia do Norte e o Irã como não confiáveis.

O agora ex-assessor de Segurança Nacional de Trump se encontrou com o presidente Jair Bolsonaro (PSL) antes mesmo que ele assumisse oficialmente o cargo. O encontro entre os dois aconteceu no Rio de Janeiro. “Compartilhamos muitos interesses bilaterais e trabalharemos de forma próxima para expandir a liberdade e a prosperidade por todo o continente americano”, declarou Bolton sobre o presidente Jair Bolsonaro, na época.

Redação
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