domingo, 27 set 2020
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Zoológico de Brasília faz live com cobra naja que picou estudante suspeito de tráfico de animais

A cobra naja kaouthia que picou o estudante de medicina veterinária Pedro Henrique Krambeck, de 22 anos, foi atração de uma live realizada pelo Zoológico de Brasília nesta sexta-feira (24). O jovem criava a cobra ilegalmente e é investigado por suspeita de tráfico de animais.

O animal está no zoologico desde o dia 7 de julho, quando foi resgatado. Na transmissão, o diretor de répteis, Carlos Eduardo Nóbrega, tirou dúvidas e deu mais detalhes sobre a naja. “Não conseguimos estimar a idade final desse animal, mas a gente consegue dizer que é um animal adulto. É um animal que consegue se reproduzir, já passou da fase filhote e juvenil e está na fase adulta”, disse. A serpente mede entre 1,5 metro e 1,6 metro.

De acordo com o especialista, a naja tem um organismo lento e se alimenta apenas de 15 em 15 dias. A cobra é mantida em um ambiente com uma janela de vidro. Uma cobertura impede contato com o público para evitar estressar o animal, retirada uma vez por semana para banho de sol. Ainda não está decidido se ela fica e se entrará em exposição.

“Caso a gente perceba que o animal está estressado, não vai haver exposição. O primeiro ponto que a gente preza é o bem-estar do animal e a segurança da equipe”, disse o diretor.

Pedro Henrique foi picado pela naja no dia 7 de julho. Ele ficou seis dias internado em um hospital particular do DF, sendo cinco em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Também teve que tomar soro antiofídico do Instituto Butantan, em São Paulo, único que possuía o antídoto no país, para fins de pesquisa.

Segundo a Polícia Civil, ele criava a cobra em casa ilegalmente e seria o proprietário de pelo menos 18 serpentes. O jovem é investigado por suspeita de tráfico de animais.

Redação
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