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08 de março de 2019, 12h39

Lado B | Edição Nº 19 – #8M: “O protagonismo feminino veio pra ficar”

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Exclusivas 

Benedita da Silva: “O protagonismo feminino veio para ficar”

A discriminação da mulher começa na família e na escola, se prolonga no mercado de trabalho e na sociedade se expressa na violência contra as mulheres, na desigualdade de direitos com os homens e no racismo. A discriminação da mulher negra é tão forte que, às vezes, o feminismo negro precisa lutar muito para se tornar visível e denunciar como somos esmagadas pelo triplo preconceito: racial, de gênero e de classe social.

Monica Benicio: Pela vida de todas, resistiremos

Mais de 200 mulheres foram vítimas de feminicídio no Brasil em três meses incompletos neste ano. Quem são essas mulheres? São lésbicas ou bissexuais? Negras, indígenas ou brancas? Do campo? Transexuais ou travestis? Que idade elas tinham? Essas e outras perguntas não sabemos responder, pois os dados oficiais dos governos pouco caracterizam os corpos das mulheres que são vitimados pela violência do machismo e do patriarcado a cada minuto no Brasil. O que sabemos é que somos vítimas pela mesma transversalidade: o ódio ao nosso gênero, mulher.

Elika Takimoto: Pelas mulheres e pela liberdade de Luiz Inácio Lula da Silva

Nesta sexta-feira, 8 de março de 2019, o presidente que mais fez pelas mulheres neste país está preso. Tiraram-lhe a possibilidade de interação com outros seres, o que ele faz de melhor. Perdeu o povo com o seu silêncio porque suas palavras são como um bom cobertor no inverno e, dependendo de onde estamos, sentimos uma frieza danada aqui fora.

Ana Prestes: O 8 de Março entre a plastificação e a conexão global das agendas

Há uma crescente “plastificação” do Dia das Mulheres em uma tentativa de transformá-la em algo semelhante a um “dia dos namorados”, dia “das mães” ou “dos pais”, no sentido de estimular trocas materiais e esvaziar seu conteúdo ideológico progressista e reforçar uma ideologia que precisa do estereótipo da mulher mãe, cuidadora e submissa ao patriarcado. Na contramão da plastificação da data, foi reforçado o fenômeno da globalização do feminismo, com o fortalecimento das redes de mulheres que de forma atomizada ou a partir de organizações e movimentos se identificam com algumas pautas que a vida foi impondo com maior destaque, como a do combate à violência de gênero e a do direito ao aborto.

Abusadores dentro de casa

Um estudo realizado pela Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados, em parceria com a Associação de Educação do Homem de Amanhã de Brasília (HABRA), sobre casos de violência contra a mulher trazem dados estarrecedores. O levantamento revela que 96,8% dos casos de estupro de menores de 14 anos foram causados por abusadores que compartilham laços sanguíneos ou de confiança com a família da vítima. Apenas 3,2% são de desconhecidos.

#8M: Mulheres do campo serão as mais prejudicadas pela reforma da Previdência

reforma da Previdência de Bolsonaro determina um aumento de 5 anos na idade mínima para se aposentar das mulheres trabalhadoras rurais. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), enquanto 34% das mulheres que moram em áreas urbanas começaram a trabalhar antes dos 14 anos de idade, no campo este número, entre as mulheres, chega a 70,2%. Isso sem contar o desgaste físico muito maior que torna a expectativa de vida da mulher agricultora menor que a da população urbana.

Demarcação de terras indígenas

Autor de uma nota técnica que considerou inconstitucional a Medida Provisória (MP) 870 – que transfere a demarcação de terras indígenas para o Ministério da Agricultura e coloca a Fundação Nacional do Índio (Funai) sob o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos – o subprocurador-geral da República, Antônio Carlos Bigonha, disse à Fórum que a legislação que instituiu as mudanças “patrocina um conflito de interesses”.

Esvaziamento da Funai

Líderes do bloco de Oposição ao presidente Jair Bolsonaro (PSL) no Congresso Nacional esperam que o Supremo Tribunal Federal (STF) barre a medida provisória 870/2019 que transferiu a competência para a demarcação de terras indígenas da Fundação Nacional do Índio (Funai) para o Ministério da Agricultura, hoje com forte influência de ruralistas.

Ilíada tupiniquim, por Manoel Herzog

A História, ah, a História. Triste é saber que ela se escreve em rascunhos que só serão passados a limpo num tempo em que não mais estaremos aqui. Talvez daqui a uns anos a Globo faça uma bela minissérie contando do heroísmo dos democratas nestes anos de chumbo, laranjas, arminhas, xixi e dedo no rabo.

De hoje

A pessoa que aparece no vídeo de golden shower compartilhado por Bolsonaro

Artista formada pela Universidad Nacional de las Artes (UNA), na Argentina, Sofia Lacre foi uma das realizadoras do Kuceta (póspornografias): festival de cultura e política sexodissidente realizado em junho do ano passado em São Paulo que, conforme descrição, pretende “exibir algo do que tem sido produzido em relação a sexualidades não normativas”

Ainda vale a pena….

Nesta seção destacamos matérias que circularam na Fórum durante o dia de ontem, mas que merecem ser lidas.

“Respiro de democracia”

Filha de Zuzu e irmã de Stuart Angel, a jornalista Hildegard Angel desfilou como destaque na Mangueira representando as famílias dos mortos e desaparecidos da ditadura militar, classificados pela escola campeã como os verdadeiros heróis daquele período. “A vitória da Mangueira é nossa. Ela retoma o fio da História. É um respiro da democracia num oceano de frustrações em que andamos mergulhados. Um tributo tardio àqueles que deram suas vidas pela nossa liberdade. Dos negros, dos índios, dos brancos, dos idealistas, por todos em situações opressivas”, disse à Fórum.

Mineração em terra indígena é “virtualmente impossível”

A intenção do governo Jair Bolsonaro de liberar a mineração em terra indígena, anunciada em evento de mineração no Canadá  pelo ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, é “virtualmente impossível”, de acordo com o subprocurador-geral da República, Antônio Carlos Bigonha. “Tem três etapas que o governo tem que cumprir. Ele teria que explorar esses minérios com base em uma lei que nunca sequer foi aprovada no Congresso Nacional”, explicou Bigonha à Fórum.

Da Vizinhança

Nesta seção indicamos leituras de sites que fazem parte desta enorme galáxia da internet, como bem definiu Castells.

#8M: Mulheres vão às ruas por direitos e contra Bolsonaro

As mulheres voltam às ruas nesta sexta-feira (8) em ao menos 22 cidades brasileiras para celebrar o Dia Internacional da Mulher. Depois das manifestações do #Elenão que reverberaram por todo mundo contra o discurso do ódio e o sexismo representados pela candidatura de Jair Bolsonaro (PSL), a edição deste ano alerta para as ameaças de retrocessos com o atual governo. Confira na Rede Brasil Atual.

Internacional feminista

Lideranças feministas de diferentes lugares do mundo, como Angela Davis, lançaram um manifesto em que convocam uma ofensiva internacional contra o fortalecimento da extrema-direita. “Estamos vivendo um momento de crise geral. Essa crise não é de forma alguma somente econômica; é também política e ecológica. O que está em jogo nessa crise são nossos futuros e nossas vidas. Para assinar, clique aqui


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