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30 de janeiro de 2020, 07h56

Acabou a mamata: denúncias de infrações éticas e corrupção explodem no governo Bolsonaro

Apesar do número de registro de infrações ter aumentado em 66%, apenas duas advertências foram feitas, uma delas ao ministro da Educação, Abraham Weintraub, por comparar Lula e Dilma Rousseff a entorpecentes

O ministro da Educação, Abraham Weintraub (Reprodução/Twitter)

As denúncias de infrações éticas e conflitos de interesses explodiram durante o primeiro ano de governo Jair Bolsonaro na Comissão de Ética da Presidência da República. No total, foram 1.340 casos em 2019, um aumento de 66% em relação aos 803 casos registrados em 2018, sob governo Michel Temer.

“Percebe-se o incremento no número de processos em função do novo mandato e do perfil das autoridades que ingressaram nos cargos de alto escalão, uma vez que muitas foram convidadas a eventos custeados pela iniciativa privada”, diz relatório da comissão, divulgada pela coluna Painel, da Folha de S.Paulo, na edição desta quinta-feira (30).

O documento revela ainda que a capacitação de agentes públicos em gestão da ética desabou sob Bolsonaro: 1.339 contra 3.438 no ano anterior.

Apesar do aumento dos casos, apenas duas sanções foram aplicadas: ao ex-presidente do Iphan Kátia Bogéa –em agosto, por usar carro oficial supostamente sem amparo legal– e Abraham Weintraub (Educação) – nesta semana, por comparar Lula e Dilma Rousseff a entorpecentes. Em 2018, a comissão havia aplicado seis sanções.


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