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14 de outubro de 2019, 08h27

Alexandre de Moraes manda investigar relação entre redes que favoreceram Bolsonaro e atacaram STF

Muitas linhas telefônicas usadas nos disparos durante as eleições são usadas hoje em dia para administrar grupos públicos de WhatsApp a favor do governo Bolsonaro

Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

Dentro do chamado “inquérito das fake news”, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes, ordenou que a Polícia Federal investigue a relação entre uma rede de disparos de mensagens de WhatsApp favoráveis ao presidente Jair Bolsonaro (PSL), ativa desde as eleições passadas e os ataques sofridos pelos ministros da corte na internet nos últimos tempos.

Uma rede de disseminação de fake news pró-Bolsonaro, com uso de robôs e disparo em massa de mensagens usadas durante as eleições não foi completamente desativada.

Muitas linhas telefônicas usadas nos disparos durante as eleições são usadas hoje em dia para administrar grupos públicos de WhatsApp a favor do governo Bolsonaro. Em parte desses grupos só o administrador pode enviar mensagem —eles funcionam como “listas de transmissão”.

Agora, o STF quer saber se a mesma estrutura é utilizada para disseminar os ataques e ameaças aos ministros que motivaram a abertura do inquérito na corte.

Em 19 de março, um despacho de Alexandre de Moraes mostrou que uma das linhas de investigação no inquérito aberto pelo STF era “a verificação da existência de esquemas de financiamento e divulgação em massa nas redes sociais, com o intuito de lesar ou expor a perigo de lesão a independência do Poder Judiciário e ao Estado de Direito”.

Recentemente, o gerente de políticas públicas e eleições globais do WhatsApp, Ben Supple, admitiu publicamente que houve disparos em massa ilegais nas eleições do Brasil. “Na eleição brasileira do ano passado houve a atuação de empresas fornecedoras de envios massivos de mensagens, que violaram nossos termos de uso para atingir um grande número de pessoas”, afirmou.

Com informações do UOL


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