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06 de abril de 2019, 10h43

Aliado de Bolsonaro, Macri leva 32% da população argentina a viver abaixo da linha da pobreza

Sob o manto das políticas liberais de Maurício Macri, aliado de primeira hora de Jair Bolsonaro (PSL), aposentados pedem a revisão do corte de seus benefícios, feitos na última reforma da Previdência

Bolsonaro e Maurício Macri (Arquivo/PR)
Reportagem de Sylvia Colombo, na edição deste sábado (6) da Folha de S.Paulo, revela que números divulgados pelo Indec, o IBGE argentino, na semana passada mostram que a pobreza cresceu quase 6 pontos percentuais em um ano na Argentina, sob o governo de Maurício Macri. Hoje, 32% da população está abaixo da linha de pobreza, e 6,7% são considerados indigentes.
Com a pobreza, aumentou também a desigualdade —10% dos lares mais ricos ganham 20 vezes mais que os 10% mais pobres. Uma brecha que aumentou em 3 pontos percentuais em relação a 2018.

Os aposentados pedem a revisão do corte de seus benefícios, feitos na última reforma da Previdência. Hoje a aposentadoria mínima, com a qual vivem 8 milhões de idosos no país, é de 10.400 pesos (R$ 918).

Para o governo argentino, que buscará se reeleger em outubro, “o pior já passou”, frase usada desde o começo do ano pelo presidente Macri e pelo ministro da Economia, Nicolás Dujovne, apesar de os índices macroeconômicos não confirmarem isso.

Sob o manto das políticas liberais de Macri, aliado de primeira hora de Jair Bolsonaro (PSL),  a inflação acumulada de 2018 foi de 47,6% — e continua aumentando neste ano. Foi de 2,9% em janeiro a 3,5% em fevereiro. Os economistas preveem que o índice de março se apresente em torno de 4%.
Indagado na semana passada sobre a inflação que não é contida, Macri foi até poético: “Em nenhum momento há mais escuridão do que no segundo antes do amanhecer”.

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