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30 de outubro de 2019, 14h49

Antes de analisar pedido de Moro, Augusto Aras diz que “factóide” de porteiro “gerou crime contra” Bolsonaro

Orquestração dos órgãos de investigação estão a todo vapor para blindar Jair Bolsonaro em uma possível participação no assassinato da vereadora Marielle Franco (PSol) e do motorista Anderson Gomes

Bolsonaro e Augusto Aras (Agência Brasil)

A orquestração dos órgãos de investigação no entorno de Jair Bolsonaro segue a pleno vapor. Pouco depois de receber um pedido de abertura de inquérito direcionado pelo ministro da Justiça, Sergio Moro, o procurador-geral da República classificou como “factóide” a notícia do Jornal Nacional desta terça-feira (30) com o depoimento do porteiro do condomínio sobre um possível envolvimento do presidente no assassinato da vereadora Marielle Franco (PSol) e do motorista Anderson Gomes.

“O que existe agora é um problema novo, o factoide que gerou um crime contra o presidente”, disse o procurador-geral sobre a reportagem.

Aras disse à Folha de S.Paulo que o Supremo Tribunal Federal (STF) e a PGR já arquivaram uma notícia de fato, enviada ao STF pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, que informava sobre a existência da menção a Bolsonaro.

“Por si só, a notícia de fato [que chegou ao Supremo] já encerrava a solução do problema”, disse Aras nesta quarta-feira (30). “[O arquivamento ocorreu] porque não tinha nenhuma hipótese [de investigação do presidente] a não ser a mera comunicação [ao STF]”, afirmou.

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