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30 de novembro de 2019, 11h29

Ao lado de Moro, Zucolotto faz arminha com a mão em foto divulgada por Rosangela Moro

Carlos Zucolotto Júnior é padrinho do casal e foi acusado por Rodrigo Tacla Durán, ex-advogado da Odebrecht, de intermediar um esquema de pagamento de propinas entre delatores e membros da Lava Jato, entre eles o ex-juiz e atual ministro da Justiça, Sergio Moro

Zucolotto, fazendo arminha, com Sergio Moro e amigos (Reprodução/Instagram)

Apontado pelo ex-advogado do grupo Odebrecht, Rodrigo Tacla Durán, como intermediário de negociações paralelas, que envolvem supostos pagamentos de propinas, entre delatores e investigadores da Lava Jato, o advogado Carlos Zucolotto Júnior reapareceu nesta sexta-feira (29) em foto ao lado de Sergio Moro e outros amigos, em foto divulgada por Rosangela Moro no Instagram.

Na imagem, Zucolotto faz arminha com a mão, gesto dos apoiadores de Jair Bolsonaro. “Amigos de toda a vida. Interior do Paraná em Curitiba. #velhos tempos #maringaenses”, tuitou Rosangela, marcando o amigo e sócio na foto.

O reaparecimento do advogado aconteceu na noite anterior à divulgação da conversa interceptada pela Polícia Federal, em que o doleiro Dario Messer confirma a denúncia do ex-advogado da Odebrecht e diz que pagou propina para o procurador Januário Paludo para garantir uma blindagem nas investigações da Lava Jato

Zucolotto apareceu pela primeira vez na mídia em 2017, depois que a Folha revelou que Tacla Duran teria acusado o padrinho de casamento do casal Moro de cobrar propina na Lava Jato.

Em audiência por videoconferência na CPMI da JBS, em maio de 2018, Tacla Durán disse que durante as investigações da Lava Jato procurou Zucolotto, que na época era sócio da esposa de Sergio Moro, que teria pedido US$ 5 milhões para reduzir o valor da indenização a ser paga por ocasião do fechamento de um acordo de delação premiada.

O acordo previa a redução considerável da multa que Duran, que teria de desembolsar a partir de recursos no exterior, a exemplo de outros réus da Lava Jato. E Zucolotto ficaria com cerca de 5 milhões de dólares, pagos “por fora”, por intermediar a negociação.

Zucolotto é sócio de Rosangela na HZM2 Cursos e Palestras, empresa aberta na esteira da fama conquistada por Moro na atuação da Lava Jato.

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