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30 de outubro de 2019, 17h14

Após reportagem do JN, procuradora do MP afirma que porteiro mentiu ao citar Bolsonaro

Pelo Twitter, Marcelo D2 ironizou a declaração: “Ele falou a primeira vez, depois afirmou na segunda vez... mas a polícia não acreditou. Vamos pra uma terceira vez no pau de arara com uma arma na cabeça pra vê se ele tem coragem de falar”

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Com a repercussão da reportagem do Jornal Nacional, da Rede Globo, que mostra um suposto envolvimento da família Bolsonaro nos assassinatos de Marielle Franco e Anderson Gomes, a procuradora do Ministério Público (MP), Simone Sibilio, chefe do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (GAECO), se apressou em dizer que o porteiro, pivô da denúncia, mentiu em depoimento à Polícia Civil.

Segundo Simone, quem autorizou a entrada de Élcio Queiroz no condomínio do presidente foi Ronnie Lessa, suspeito de ter feito os disparos que mataram Marielle e Anderson.

O músico Marcelo D2 usou o Twitter para ironizar a informação divulgada pela procuradora do MP: “Ele falou a primeira vez, depois afirmou na segunda vez… mas a polícia não acreditou. Vamos pra uma terceira vez no pau de arara com uma arma na cabeça pra vê se ele tem coragem de falar”, postou.

Simone disse que a investigação teve acesso à planilha da portaria do condomínio e às gravações do interfone. Ela alegou que ficou comprovado que o porteiro usou o interfone para se comunicar com a casa 65 e que a entrada de Élcio foi autorizada por Ronnie Lessa.

A representante do MP afirmou, ainda, que o porteiro pode sofrer sanções. “Todas as pessoas que prestam falso testemunho podem ser processadas”.

O que disse a reportagem

A matéria do Jornal Nacional mostrou depoimento do porteiro do condomínio onde Bolsonaro mora no Rio. De acordo com ele, no dia do assassinato de Marielle Franco, o ex-policial militar Élcio Queiroz, suspeito de envolvimento na morte, anunciou na portaria do condomínio que iria à casa do então deputado federal.

Ainda conforme depoimento do porteiro à Polícia Civil, o suspeito pediu para ir à casa de Bolsonaro. Um homem com a voz do presidente teria atendido o interfone e autorizado a entrada. Contudo, o acusado teria ido em outra casa no condomínio.


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