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16 de março de 2019, 10h38

Áudio revela: Governo Bolsonaro já troca votos em reforma da Previdência por cargos

Toma lá, dá cá: áudio que circula em Brasília revela um telefonema em que um aliado de Bolsonaro na Câmara afirma que ele e outros deputados já têm exigido e negociado cargos no governo em troca de votos pela reforma da Previdência; distribuição de cargos, segundo ele, abarcaria todos os partidos, menos o PT

Jair Bolsonaro e o deputado federal Julian Lemos (PSL-PB) (Foto: Reprodução/Facebook)

Tem circulado nos últimos dias pelos corredores da Câmara e, inclusive, no Planalto, um áudio de uma ligação telefônica que revela que o “toma lá, da cá”, isto é, a distribuição de cargos no governo em troca de votos favoráveis no Congresso, já estaria acontecendo. A condenação deste tipo de jogo político foi uma das principais plataformas de campanha de Jair Bolsonaro.

O áudio registra uma ligação telefônica entre o deputado federal Gulliem Lemos (conhecido como Julian Lemos), do PSL da Paraíba, e Fabio Nobrega Lopes, secretário-geral do partido no mesmo estado. De acordo com o jornal O Globo, que teve acesso ao arquivo, na ligação, Lemos relata a Lopes que ele e outros parlamentares já estariam exigindo e negociando cargos no governo em troca de votos favoráveis à reforma da Previdência.

Ao longo de 12 minutos de conversa, o deputado teria dito, ainda, que conseguiu junto à Casa Civil prerrogativa de indicar nomes para cargos de direção na Fundação Nacional da Saúde (Funasa) da Paraíba e na sede regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

Em outro momento do diálogo, o deputado do PSL teria relatado uma reunião ocorrida em fevereiro no ministério da Casa Civil em que Carlos Manato, secretário-geral para a Câmara do governo, teria dito que haveria cargos para parlamentares de todos os partidos, menos para o PT.

Em resposta ao jornal O Globo, Gulliem Lemos disse que pedirá à Polícia Federal que investigue a origem da gravação, que chamou de “grampo ilegal”. O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, não se manifestou.


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