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15 de janeiro de 2019, 12h40

Bolsonaro assina decreto para facilitar posse de armas

A medida representa autorização para manter arma de fogo em casa ou no local de trabalho, desde que o proprietário seja o responsável legal pelo estabelecimento

Foto: NBR/Reprodução

Apesar de desagradar boa parte da população e especialistas, Jair Bolsonaro assinou, nesta terça-feira (15), o decreto que facilita a posse de armas, promessa de campanha, de acordo com informações de Guilherme Mazui e Luiz Felipe Barbiéri, no G1.

“Como o povo soberanamente decidiu por ocasião do referendo de 2005, para lhes garantir esse legítimo direito à defesa, eu como presidente vou usar essa arma”, declarou Bolsonaro, ao mostrar uma caneta e assinar o decreto.

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A medida representa a autorização para manter arma de fogo em casa ou no local de trabalho, desde que o proprietário seja o responsável legal pelo estabelecimento. Já no que se refere a andar com a arma de fogo nas ruas, é necessário ter direito ao porte, o que não foi tratado no decreto, embora Bolsonaro já tenha dito que será o próximo passo.

Pesquisa

Em discurso, Bolsonaro disse que o decreto restabelece um direito “definido nas urnas por ocasião do referendo de 2005”, esquecendo que já faz quase 14 anos. Na época, a maioria da população rechaçou o trecho do Estatuto do Desarmamento que tornava mais restrita a posse de armas.

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No entanto, de acordo com pesquisa Datafolha, divulgada em 31 de dezembro, 61% dos entrevistados consideram que a posse de armas de fogo deve ser proibida por representar ameaça à vida de outras pessoas.

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