Bolsonaro chama General Stroessner de estadista e não responde pergunta sobre censura

Bolsonaro se recusou a comentar a tentativa de censura do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, que buscou a Justiça, sem sucesso, para proibir o jornal Folha de S.Paulo de publicar reportagens sobre o laranjal do PSL

Em evento de posse do general Joaquim Silva e Luna, ex-ministro de Michel Temer (MDB), na presidência da usina de Itaipu nesta terça-feira (26), Jair Bolsonro (PSL) voltou a elogiar comandantes do regime militar no Brasil – a quem atribui o “mérito” da obra – e chamou o ditador paraguaio, general Alfredo Stroessner, de estadista.

“Isso tudo não seria suficiente se não tivesse, do lado de cá [paraguaio], um homem de visão, um estadista, que sabia perfeitamente que seu país, o Paraguai, só poderia prosseguir, progredir, se tivesse energia. Aqui também a minha homenagem ao nosso general Alfredo Stroessner”, declarou, sob palmas da plateia.

General do Exército, filho de alemães, Stroessner tomou o poder através de um golpe de estado no Paraguai em 1954 e ficou no poder até 1989.

Bolsonaro, no entanto, se recusou a comentar a tentativa de censura do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, que buscou a Justiça, sem sucesso, para proibir o jornal Folha de S.Paulo de publicar reportagens sobre o laranjal do PSL.

“Eu peço, por favor! Estamos tratando de uma questão de extrema importância para o nosso país. Outra pergunta, por favor”, disse Bolsonaro.

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