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16 de abril de 2019, 10h40

Bolsonaro diz que flexibilização da posse de armas enfraqueceu MST

Durante a campanha, o então candidato defendeu o direito de fazendeiros abrirem fogo contra integrantes de ocupações

Foto: Reprodução/Instagram Jair Bolsonaro

Em sua conta oficial do Twitter, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) atribuiu ao decreto que flexibilizou a posse de armas de fogo o que chamou de “enfraquecimento” do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

A “constatação” se deu a partir do levantamento divulgado pelo Estadão, no último domingo (14), apontando que, nos três primeiros meses de 2019, apenas uma nova ocupação foi registrada pelo Incra. No mesmo período de 2018, haviam sido 43.

Na mesma postagem, Bolsonaro adiantou que a flexibilização da legislação sobre as armas terá “derivações”. Há lobbies em torno da facilitação para o porte de armas no campo.

A criminalização dos movimentos sociais já havia sido estimulada pelo então candidato ao Planalto, que, durante a campanha, defendeu que fazendeiros tivessem o direito de atirar contra quem chamou de “invasores”.

Ainda sobre o MST, o presidente disse que a falta de financiamento pelo setor público, “algo que não ocorria nos governos do PT”, também pesou para a inibição das ocupações.

O governador de São Paulo, João Dória (PSDB), vetou a realização da feira anual de orgânicos do MST, que seria montada no Parque da Água Branca, na capital.

Nesta quarta-feira, o movimento dá início ao “abril vermelho” – uma série de ações para relembrar o massacre de Eldorado dos Carajás (PA), ocorrido em 17 de abril de 1996, mas pretende adotar ações alternativas às ocupações. Segundo João Paulo Rodrigues, um dos líderes nacionais dos sem-terra, a ideia é diminuir a tensão das eleições.


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