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17 de janeiro de 2019, 21h56

Bolsonaro diz que “solução” para a Venezuela virá “em breve”

Presidente brasileiro não reconheceu a vitória do presidente Nicolás Maduro nas últimas eleições e, em uma postura intervencionista, se encontrou com o presidente Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela em exílio e com um assessor da OEA para discutir "soluções" para o país vizinho

Foto: Rafael Carvalho/PR

O presidente Jair Bolsonaro, alinhado à postura intervencionista dos Estados Unidos, afirmou nesta quinta-feira (17) que a “solução” para a crise na Venezuela virá “em breve”. Ele recebeu em Brasília  o presidente do Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela em exílio, Miguel Ángel Martins, e o assessor de Assuntos Institucionais da Organização dos Estados Americanos (OEA), Gustavo Cinose, e disse que vai atuar para levar de volta a “democracia” ao país vizinho. Na reunião, teria sido discutida uma suposta ofensiva internacional para derrubar o atual governo venezuelano.

“Tudo nós faremos para que a democracia seja restabelecida, que vocês possam viver em liberdade. […] Então, a gente pede a Deus, em primeiro lugar, e depois nós continuaremos fazendo tudo o possível para restabelecer a ordem, a democracia e a liberdade. Então, ao povo da Venezuela a gente pede resistência, muita fé e eu acredito que a solução virá brevemente”, disse Bolsonaro após o encontro.

Em seu pronunciamento, o capitão da reserva aproveitou para, mais uma vez atacar os governos de Lula e Dilma Rousseff.

“Nós nos sentimos de uma maneira bastante constrangida, porque se vocês não tiverem essa liberdade, nós aqui também nos sentimos da mesma maneira. Sabemos como esse desgoverno chegou ao poder, inclusive com ajuda de presidentes que o Brasil já teve, como Lula e como Dilma, e isso nos torna responsáveis pela situação que vocês se encontram, em parte”, disparou.

Bolsonaro seguiu a linha de outros governos populistas e de extrema-direita, como o da Hungria e dos Estados Unidos, e não reconheceu a vitória de Nicolás Maduro para seu segundo mandato como presidente da Venezuela.

A crise política e econômica no país é, em grande parte, provocada pelos embargos e boicotes econômicos dos Estados Unidos, feitos para gerar instabilidade e, assim, poder intervir com o intuito de levar “democracia”, como já aconteceu com outros países. A Venezuela é uma das maiores produtoras de petróleo do mundo.

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