terça-feira, 22 set 2020
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“Bolsonaro é resultado da negação da política”, diz Rogério Carvalho

 Por Taís Ladeira

O Brasil tem três tipos de parlamentares: os fisiológicos, os corporativos e os que tem algum projeto de país, independente de que posição ideológica tenha. Se tem projeto, pelo menos a gente tem o que debater.  O problema é que determinados setores não tem projeto nenhum. Ou tem interesses oligárquicos familiares ou interesses corporativos, e mais nada”, disse o senador Rogério Carvalho (PT-SE), em entrevista ao Fórum Café.

Perguntado sobre o cabide de empregos para familiares que se tornou o governo Bolsonaro, o líder do PT no Senado respondeu que “é interessante perceber que Bolsonaro é fruto da negação da política, considerando a forma como ele surgiu, a partir do impeachment da Dilma, depois de 28 anos insignificantes como parlamentar. Mas agora, no seu governo, ele está fazendo tudo que ele disse que não iria combater”.

Segundo do senador, neste momento da história da democracia brasileira, quem dita as regras no país é o mercado financeiro. “Eles mandam no Brasil e orientam os fisiológicos, que são os mercenários da política. Aqueles que vendem o seu voto, a sua força e representação política dada e concedida pelo povo, para atender aos interesses de uma corporação. E é tendo o Paulo Guedes como seu representante o mercado financeiro, hoje, manda no Governo, manda nas estatais, dão migalhas ao povo brasileiro e criminaliza a pobreza”.

Sem liderar o país, Bolsonaro nos leva para o caos

Como médico, Rogério Carvalho sabe que o presidente fez de tudo para desautorizar o conhecimento científico no combate à pandemia da Covid-19 e assim, em meio à calamidade pública, levar vantagem. “Bolsonaro produz o caos e tira proveito dele. Não queria fazer transferência de renda, e agora quer ter ganhos políticos com o repasse de 600 reais do auxílio emergencial. Investiu no uso da cloroquina, sem comprovação, circulou sem máscara, agiu contra o isolamento social, e coloca a população brasileira em risco para ‘salvar a economia’. Tudo porque ele está ali, na presidência, para defender interesses corporativos, do mercado financeiro”, enfatizou o líder.

Diante de tantos desmandos e ações concretas a favor do vírus e contra a vida, há quem chame Bolsonaro de louco. Mas Rogério Carvalho prefere usar outras expressões para traduzir o perfil do presidente: “não acho pedagógico chamá-lo de louco, e sim de perigoso, de genocida, de irresponsável, e outros adjetivos, menos de louco. Ele é perverso, insensível, um demolidor”.

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