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09 de outubro de 2019, 11h32

Hashtag #impeachmentdoBolsonarourgente é principal assunto no Twitter

A crise no PSL, denúncias de caixa dois na campanha do presidente e a frase atribuída a Bolsonaro em 2015 fizeram disparar a hashtag

Foto: Lula Marques

Atualizado em 14/10/2019*

A hashtag #impeachmentdoBolsonarourgente alcançou o primeiro lugar no Twitter, na manhã desta quarta-feira (9), logo após ser resgatada uma suposta postagem atribuída ao presidente Jair Bolsonaro (PSL-RJ) com a frase: “O povo é soberano. Quando ele pede impeachment é porque o governante só faz merda”.

O pedido de impeachment de Bolsonaro nas redes foi desencadeado, sobretudo, pela crise do seu partido, o PSL. Na manhã desta terça-feira, durante encontro de Bolsonaro com a imprensa no Palácio do Planalto, o presidente disse a um de seus apoiadores para “esquecer o partido” e que o presidente do PSL, Luciano Bivar (PE), estava “queimado pra caramba”.

A direção do PSL está há semanas estudando formas de se sustentar caso o presidente decida mudar de sigla. Dirigentes da legenda, como o próprio Bivar, afirmam que há perspectiva de união com outras agremiações. Articulação do PSL veio à tona a partir de sinais do próprio Bolsonaro de que pretende se distanciar do partido.

O incômodo de Bolsonaro com o PSL aumentou após reportagens revelarem que, durante a apuração sobre o laranjal na seção mineira da sigla, a PF encontrou menções à campanha dele. O ex-assessor parlamentar do ministro do Turismo de Bolsonaro, Marcelo Álvaro Antônio, que na época era coordenador de sua campanha a deputado federal no Vale do Rio Doce (MG), disse em depoimento à Polícia Federal (PF) que “acha que parte dos valores depositados para as campanhas femininas, na verdade, foi usada para pagar material de campanha de Marcelo Álvaro Antônio e de Jair Bolsonaro”.

Veja abaixo alguns tuítes sobre o assunto:

*Nota da Redação

Alertados pela Agência Lupa de que este post não consta na timeline do perfil de Jair Bolsonaro, os editores decidiram mudar o título da matéria. De qualquer maneira, não há como saber se Bolsonaro apagou a postagem que ele não negou em consulta feita pela Lupa ao Planalto.
A conversa que ensejou essa correção com a Lupa foi novamente tensa, como da vez em que a Agência registrou que Fórum errou ao afirmar que o Papa havia enviado um terço ao ex-presidente Lula.
Na ocasião, a Lupa enviou ao Facebook a recomendação de punir algoritmicamente o site da Fórum. E houve queda no alcance das publicações do site. Lupa também mantém contrato com o Google com o objetivo declarado de combater fake news. Se porventura os posts do site não têm grande repercussão, eles podem ser usados para combater críticos ao trabalho da agência.
Lupa não se corrige
Mesmo depois da confirmação do Vaticano sobre o envio do terço e de todos os sinais do Papa neste sentido, a Lupa ainda mantém o post sem reconhecer o erro e a falsa acusação de erro que fez à Fórum. Ao contrário disso, os links que apontavam para a correção nos itens 6 e 7 estavam desabilitados nesta segunda às 18h.
Como a Lupa fez a nota acerca deste post sem citar a Fórum e na conversa com o editor da revista, Renato Rovai, a diretora de conteúdo do projeto, Natália Leal, se dispôs a debater sobre as circunstâncias da checagem e seus procedimentos numa universidade, Fórum não tratará do assunto para que este debate possa acontecer em nível menos tóxico. Sugere que este encontro se realize na ECA-USP, reconhecido centro de excelência em jornalismo.
De qualquer maneira, registra que Lupa realizou contato numa sexta-feira às 18h e ofereceu até às 20h como prazo para uma resposta acerca de algo que exigia uma verificação de nível tecnológico. E que nesta segunda, após consultar vários especialistas em internet, Fórum descobriu que não há como garantir aos seus leitores se Bolsonaro apagou ou não tal post.


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