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18 de dezembro de 2019, 06h34

Bolsonaro quer liberar o preço de remédios controlados

Medida acata com demanda antiga da indústria farmacêutica que pede flexibilização no valor de remédios com "inovação incremental"

Bolsonaro (Foto: Reprodução)

Membros da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do governo de Jair Bolsonaro vão se reunir nesta quarta-feira (18) para finalizar uma proposta antiga da indústria farmacêutica que tira o controle dos preços de alguns medicamentos vendidos nas farmácias. Medida acompanha a liberação que já se iniciou no governo com relação aos preços de remédios comprados sem receita. Depois de finalizada, proposta será encaminhada aos ministérios da Casa Civil, Economia, Saúde e Justiça.

O presidente da associação FarmaBrasil, Reginaldo Arcuri, disse em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo que o objetivo principal da medida é expandir a liberação para a categoria de remédios com “inovação incremental”. Nesta categoria, estão os medicamentos modernizados a partir de um princípio ativo já existente, como um antibiótico que pode ser tomado em menos doses ou um anticoncepcional com resultado idêntico ao original, mas em forma de adesivo.

O aumento dos preços desses medicamentos não é descartado. No entanto, segundo Arcuri, se a indústria aumentar os valores, terá baixa demanda nas farmácias, já que o consumidor recorrerá ao remédio no formato sem inovação incremental, mas com resultado igual. “O Brasil tem uma inércia de achar que preço de medicamento tem que ser controlado pela vida toda”, diz.

Com a proposta, a CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos) deixaria de atribuir o preço do remédio “incrementado”. Em nota, Ricardo Santana, secretário-executivo da CMED, afirma que a intenção é de incentivar a inovação na produção de medicamentos. “A ideia é estimular investimentos, geração de emprego e dar previsibilidade às empresas que pretendem reforçar suas iniciativas de pesquisa”, disse.


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