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02 de abril de 2019, 14h09

Bolsonaro faz referência a Ustra, diz que “a verdade tinha que ser conhecida” e se irrita com jornalistas

Ao discursar em hotel, Bolsonaro se gabou do voto no impeachment de Dilma Rousseff, em que citou o torturador da ditadura. Perguntado por jornalistas se ele falava de Ustra, capitão ficou irritado e não respondeu

Foto: Allan Santos/PR

Por Pedro Moreira, de Jerusalém, especial para a Fórum

O Presidente Jair Bolsonaro voltou a fazer referência, nesta terça-feira (2) ao Coronel Carlos Brilhante Ustra, chefe comandante do Destacamento de Operações Internas (DOI-Codi) de São Paulo, o primeiro militar a ser reconhecido, pela Justiça, como torturador durante a ditadura.

Ao discursar no hotel em que está hospedado, em Jerusalém, em uma pequena cerimônia organizada para receber representantes da comunidade brasileira de Raanana, cidade ao norte de Tel Aviv, Bolsonaro relembrou a votação do impeachment da então presidenta Dilma Rousseff, em 17 de abril de 2016.

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Sem citar o nome do ex-comandante do Doi-Codi, ele disse que, à época foi muito criticado, mas que a verdade teria vindo à tona.

”No ano 2016 tivemos um fato marcante em nosso pais. Uma presidente perdeu seu mandato. E ali cada deputado usou seus segundos para dar seu recado e para votar contra ou favorável ao impeachment. Eu votei favorável. As palavras ali proferidas por mim tiveram impacto dentro e fora do Brasil por alguns dias”, disse Bolsonaro, que durante seu voto fez referência direta ao coronel Ustra.

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O Presidente continuou, dizendo que eram palavras que estavam sedimentadas em João 8:32, trecho bíblico frequentemente citado por ele, que diz “conheceis a verdade. E a verdade vos libertará.”

“A verdade tinha que ser conhecida. Um dono de um instituto de pesquisa, alguns dias depois falou que depois daquele voto meu, não pelo voto, mas pelo que eu falei, eu não mais me elegeria sequer vereador da capital do meu Estado, o Rio de Janeiro. E aconteceu exatamente o contrário.”

Minuto depois, os jornalistas quiseram saber o por quê daquela nova homenagem ao Coronel Ustra. O Presidente se irritou e não respondeu. Limitou-se a dizer “mais alguma pergunta?””


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