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13 de janeiro de 2020, 12h29

Bolsonaro mandou Queiroz não comparecer ao depoimento no Ministério Público

Segundo o livro Tormenta - O governo Bolsonaro: crises, intrigas e segredos, da jornalista Thaís Oyama, Bolsonaro contrariou conluio entre advogados de defesa e seguiu orientações de um amigo jurista para jogar caso para o STF, onde investigação seria paralisada meses depois por Dias Toffoli

Queiroz com Flávio e Jair Bolsonaro (Foto: Reprodução)

Contrariando instruções de advogados, Jair Bolsonaro ordenou a Fabricio Queiroz, ex-assessor dele e do filho, o atual senador Flávio Bolsonaro, que não comparecesse ao depoimento no Ministério Público do Rio de Janeiro em dezembro de 2018.

A informação consta no livro Tormenta – O governo Bolsonaro: crises, intrigas e segredos, da jornalista Thaís Oyama, segundo Guilherme Amado, da revista Época, em nota divulgada nesta segunda-feira (13).

De acordo com o livro, após a divulgação do escândalo do Coaf, envolvendo o ex-assessor do clã, advogados de Queiroz e Bolsonaro fecharam a estratégia de que o ex-PM iria até os promotores, mas diria que não daria declarações até ter acesso à investigação. Queiroz ainda negaria qualquer relação com o clã.

Dessa forma, segundo os juristas, Queiroz não ficaria com fama de fujão, e blindaria a imagem de Jair e Flávio Bolsonaro.

No entanto, dois dias antes do depoimento, Bolsonaro teria mandado Queiroz não comparecer ao depoimento, após ser convencido por um amigo advogado de que a melhor estratégia para abafar o esquema era jogar o caso para o Supremo Tribunal Federal (STF).

Assim feito, meses depois a defesa de Flávio Bolsonaro conseguiu uma liminar do presidente da corte, Dias Toffoli, paralisando investigações baseadas em informações de Coaf e Receita Federal.

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