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21 de junho de 2019, 08h51

Bolsonaro se lança candidato à sua reeleição

Na cidade onde cresceu, presidente agradece quem votou nele e a quem não votou. E diz que lá na frente “todos votarão, tenho certeza”

Com menos de um semestre de governo e depois de ter prometido durante toda a campanha eleitoral de 2018 que não seria candidato à reeleição, o presidente Jair Bolsonaro disse ontem em dois diferentes eventos que que cogita ser candidato para um novo mandato em 2022.
Durante a Marcha para Jesus, evento evangélico realizado na capital de São Paulo, ele vinculou de forma curiosa esta sua decisão a uma reforma política: “Se não tiver uma boa reforma política e se o povo quiser, estamos aí para continuar mais quatro anos”, disse.

Mais cedo, durante agenda na cidade de Eldorado, no interior de São Paulo, Bolsonaro já havia indicado a intenção de concorrer novamente. “Meu muito obrigado a quem votou e a quem não votou em mim. Lá na frente, todos votarão, tenho certeza”, afirmou aos moradores da cidade onde foi criado. Bolsonaro esteve no município para visitar a mãe e familiares.

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A referência sobre a reforma política, segundo Bolsonaro, teria relação com o fim da reeleição. “Se tiver uma boa reforma política, eu posso até, nesse caldeirão, jogar fora a possibilidade de reeleição. Posso fazer isso aí. Agora, se não tiver, estamos aí.”

Segundo informações de O Estado de S. Paulo, um aliado próximo do presidente disse acreditar que Bolsonaro “se lançou” à reeleição para estreitar laços com o público evangélico e ter, nesse eleitorado, o esteio de sua popularidade. Entre alguns líderes evangélicos, há, ainda, a expectativa de o presidente atrair um vice desse segmento em um eventual novo mandato.

A inspiração de Bolsonaro para uma reforma política provavelmente tem conexão com as realizadas na ditadura militar, período da história que ele defende como o melhor da história do Brasil. Naqueles anos, entre outras coisas, o governo mudou as regras da proporção de deputados por estado e criou novas unidades da federação para privilegiar a Arena, partido do governo. Não satisfeito, ainda criou a figura do senador biônico, que era indicado pelo presidente da República. Os senadores biônicos eram 1/3 do Senado. Isso garantia que tudo o que governo desejasse era aprovado naquela Casa.

Com informações de O Estado de S. Paulo


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