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25 de fevereiro de 2019, 14h40

Boulos, sobre reativar redes de Bolsonaro pela Reforma da Previdência: “Vão colocar kit gay na mão de idosos que dependem do BPC”

Coordenador do MTST, Guilherme Boulos ironizou a proposta do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), de usar a "tática" de comunicação da campanha de Bolsonaro para convencer a população sobre proposta de Reforma da Previdência

Bolsonaro e Boulos durante debate no primeiro turno da disputa presidencial (Arquivo)

O coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos criticou a proposta do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM/RJ), de reativar as redes que atuaram na campanha de Jair Bolsonaro (PSL) para convenver a população sobre a proposta de reforma da Previdência.

“Rodrigo Maia disse que governo precisa reativar a estratégia de redes da campanha de Bolsonaro para aprovação da reforma da Previdência. Como será isso? Vão colocar kit gay na mão de idosos que dependem do BPC e se esconder de debates públicos com quem é contra a proposta?”, ironizou Boulos.

O BPC – Benefício de Prestação Continuada – é uma ajuda assistencial de um salário mínimo paga a idosos paupérrimos, cuja renda familiar é inferior a 1/4 do salário mínimo. Com a reforma da Previdência do governo, o benefício concedido será de R$ 400 para quem tiver 60 anos, e só alcançará o salário mínimo quando o idoso completar 70 anos. Hoje, quem tem a partir de 65 anos pode requisitá-lo.

Em debate promovido pela Folha e pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) nesta segunda-feira (25), Maia disse que o governo Bolsonaro precisa usar a estrutura política de comunicação que o ajudou a chegar ao poder para convencer a sociedade sobre a proposta da reforma da Previdência.

“A questão da comunicação é decisiva. Não tem como ir para o enfrentamento de um tema tão sensível como esse sem ter a capacidade de explicar de forma muito clara para o cidadão o que estamos fazendo, qual o objetivo da reforma”, disse.

“O governo precisa fazer isso. [Usar] a estrutura política que levou o presidente ao governo e que apresentou competência muito grande de influência nessas redes. […] Essa parte política, o partido do presidente, precisa ter a capacidade de enfrentar, saber explicar de forma didática”, completou.

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