Blog do George Marques

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19 de julho de 2019, 18h09

Bruna Surfistinha rebate Bolsonaro: “Deveria cuidar mais da moral da própria família”

O filme "Bruna Surfistinha' é baseado no livro "O doce veneno do escorpião", lançado por Raquel em 2005, e levou mais de 2 milhões de pessoas aos cinemas brasileiros

Foto: Reprodução/Instagram

A empresária e escritora Raquel Pacheco, mais conhecida como Bruna Surfistinha, rebateu nesta sexta-feira (19) as críticas feitas pelo presidente Jair Bolsonaro à produção cinematográfica baseada no seu livro “O Doce Veneno do Escorpião”.

Na quinta, o presidente usou o filme como exemplo para criticar o repasse de recursos federais para a produção audiovisual brasileira. De acordo com Bolsonaro, não pode haver “ativismo” em respeito às famílias brasileiras

Em áudio enviado à Revista Fórum por sua assessoria de imprensa, a empresária classificou a declaração como “infeliz” e disse que, antes de fazer juízo de valor, o presidente deveria “cuidar da moral de sua própria família”.

“Sobre mais uma infeliz declaração do Bolsonaro, eu digo que ele, antes de fazer juízo de valor sobre os outros, deveria cuidar da moral da própria família. E ainda do nosso país. Afinal, ele está cuidando demais do que não precisa e fazendo pouco o dever dele principal: que é ser presidente”, disse.

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Premiada pela interpretação da personagem principal do filme Bruna Surfistinha, a atriz Deborah Secco disse estar espantada com a declaração de Jair Bolsonaro sobre o longa-metragem e defendeu que a arte deve ser “ampla e abrangente” e falar da realidade.

“Fico um pouco chocada porque o filme retrata uma história real não só da Raquel, mas de outras milhares de mulheres que se encontram nessa situação”, afirmou a atriz. “O que a gente queria com o filme era debater e falar sobre como nós, como a população, lida com essa realidade”, disse.

Secco levou prêmio de Melhor Atriz no Grande Prêmio Brasileiro de Cinema de 2012 e também no Prêmio Contigo Cinema, onde foi reconhecida tanto no Júri Popular quanto no Júri Técnico.

A roteirista do filme, Antonia Pellegrino, também criticou a atitude de Bolsonaro: “O que você não deveria admitir é 13 milhões de desempregados, universidades sucateadas e ter laranjas na sua família. Cegueira e ignorância levam à censura”.


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