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28 de outubro de 2018, 12h40

Doria, não! Baixada Santista com Márcio França

As mais de duas décadas de PSDB deixaram São Paulo na letargia. Foi-se o tempo em que São Paulo era a “locomotiva” do Brasil. Quem consegue citar algo inovador que o estado tenha apresentado ao país?

Chegamos ao segundo turno das eleições. A campanha presidencial tomou conta do noticiário, e não é para menos, porque é o futuro do nosso país que está em jogo. Mas também precisamos discutir o futuro do estado de São Paulo, porque várias políticas públicas que interferem na vida dos cidadãos – como as da saúde, educação, segurança – estão principalmente na esfera do governo estadual.

As mais de duas décadas de PSDB deixaram São Paulo na letargia. Foi-se o tempo em que São Paulo era a “locomotiva” do Brasil. Quem consegue citar algo inovador que o estado tenha apresentado ao país? Qual a participação do estado nas grandes questões nacionais? Nosso estado não lidera, não inova, não se mostra altivo ou ativo perante o Brasil. Contenta-se em fazer mais do mesmo – quando faz.

Na educação, que deveria ser a prioridade, o salário-base dos professores da rede estadual para 40 horas semanais é de R$ 2.585,00, enquanto no Maranhão é R$ 5.750, no Distrito Federal é R$ 3.858,87 e no Piauí é de R$ 2.663,16. Nosso estado paga ao magistério menos que estados do Nordeste, Norte e Centro-Oeste do país.

A nota média dos estudantes dos anos iniciais do ensino fundamental das escolas estaduais paulistas caiu pela primeira vez em 2017, conforme dados do Índice de Desenvolvimento da Educação de São Paulo. Isso é preocupante porque as deficiências do aluno podem ser “carregadas” para os anos seguintes da formação escolar, provocando efeito negativo em cadeia. É isso que se espera da educação no estado propulsor do desenvolvimento brasileiro?

Na saúde pública, projetos elementares ficaram abaixo da crítica. É o caso do Saúde da Família, criado para atuar na prevenção de doenças, que, conforme dados da Agência Câmara, até 2015 não havia atingido 20% da cobertura necessária no estado, ao passo que Piauí e Paraíba haviam chegado a 90% da meta.

Faltam médicos no SUS, a demora para agendar consultas e exames é desumana, faltam leitos nos hospitais, os salários dos profissionais da saúde são aviltantes. Com a Emenda Constitucional 95, aprovada em 2016 por Temer e sua bancada, que congela por 20 anos os recursos da saúde e educação, o SUS perderá mais de R$ 740 bilhões no período, conforme estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. É um gigantesco baque para o sistema público de saúde em todo o país e um enorme desafio para os próximos governantes. Haddad já disse que atuará para revogar medidas cruéis aprovadas por Temer. Espera-se que o próximo governador de São Paulo também atue para reverter esse quadro sombrio.

A violência na Baixada Santista e no restante do estado é um dos maiores problemas atuais, com o alto número de homicídios, feminicídios, estupros, roubos. O desemprego aflige milhões de pessoas no país e na região.

Nesse cenário, temos duas oportunidades em um único voto: interromper o ciclo do PSDB no estado e eleger uma pessoa da Baixada Santista, comprometida com a região. O candidato Márcio França, ex-prefeito de São Vicente, tem o plano de governo para buscar a criação de empregos na região, o desenvolvimento regional, novas matrizes econômicas para incentivar o crescimento da economia, a integração da mobilidade metropolitana, a dinamização do polo industrial de Cubatão, a melhoria da segurança e mais recursos para saúde e educação. Precisamos unir a Baixada Santista, acima das questões partidárias, e garantir uma grande votação para o 40.

 


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