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24 de abril de 2019, 19h04

Carlos Bolsonaro se refugia em clube de tiro e não atende telefonemas do pai

Em meio à crise protagonizada pela briga entre o filho do presidente e o general Hamilton Mourão, Carlos passou os feriados isolado

Foto: Reprodução/TV Globo

Protagonista de uma crise que parece não ter fim, em função de suas críticas diárias ao vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, Carlos Bolsonaro se recolheu em um dos seus locais prediletos: um clube de tiro em Santa Catarina.

Desde o último domingo (21), quando Jair Bolsonaro mandou retirar um vídeo em que Olavo de Carvalho criticava militares, publicado no canal do YouTube do presidente, Carlos se recusa a atender telefonemas do pai. Apesar disso, continuava muito ativo nas redes sociais.

Nesta quarta-feira (24), o filho do presidente havia retornado ao Rio de Janeiro para dar expediente na Câmara de Vereadores, depois dos feriados da Semana Santa e de São Jorge.

O Clube e Escola Tiro .38 fica em São José, na Grande Florianópolis, e chegou a ser visitado por Adélio Bispo dos Santos, que esfaqueou Jair Bolsonaro durante a campanha eleitoral, em Juiz de Fora (MG).

Nesta terça-feira (23), Bolsonaro, por intermédio de uma nota, disse querer um “ponto final” na briga entre o Carlos e Mourão, o que parece não ter adiantado.

Irritação

Fontes próximas ao governo dizem que Carlos não gostou da ordem de Bolsonaro, no sentido de retirar o vídeo de Olavo de Carvalho criticando militares. Irritado com o pai, escreveu: “Começo uma nova fase em minha vida. Longe de todos que de perto nada fazem a não ser para si mesmos. O que me importou jamais foi o poder. Quem sou eu neste monte de gente estrelada?”, disse, se referindo aos militares que integram o governo do pai.

Com informações de O Globo


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