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22 de julho de 2019, 07h32

Carlos Bolsonaro tem novo alvo na ala militar do governo: o porta-voz da presidência, general Rêgo Barros

"Sei exatamente o que acontece e por quem, mas não posso falar nada porque senão é 'fogo amigo'", publicou o filho 02 do presidente no Twitter, provavelmente se referindo ao porta-voz

Bolsonaro e o porta-voz, Rêgo Barros (Reprodução/Youtube)

A bola da vez dos ataques do vereador Carlos Bolsonaro (PSL-RJ) é o porta-voz da presidência da República, o general Otávio Rêgo Barros. O filho 02 do presidente passou o fim de semana arquitetando teorias da conspiração e iniciando os ataques virtuais atribuindo a ele a responsabilidade das últimas polêmicas envolvendo Bolsonaro.

Em postagem no Twitter, o vereador criticou o Café com Jornalistas, promovido pelo porta-voz semanalmente para minimizar os atritos com a imprensa. “Por que o Presidente insiste no tal café da manhã semanal com “jornalistas”? Absolutamente tudo que diz é tirado do contexto para prejudicá-lo. Sei exatamente o que acontece e por quem, mas não posso falar nada porque senão é ‘fogo amigo’. Então tá, né?! O sistema não parará!”, publicou no Twitter.

Apesar de não citar nomes, a indireta atinge Rêgo-Barros por ser o incentivador da ação. Em outra postagem, Carlos compartilha um vídeo de Bolsonaro atacando jornalistas e critica mais uma vez a comunicação da Presidência: “Foi pra isso que ralei muito para eleger nosso Presidente e não para seguir conselhos de meia dúzia que jamais olharam para sua cara ao longo de sua trajetória”.

O filho de Bolsonaro, no entanto, não é o único insatisfeito com Rêgo Barros, reconhecido como “moderado”. O deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) fez uma crítica mais direta ao afirmar que “porta-voz serve para proteger, não para expor”. Segundo Ana Clara Costa e Renata Vieira, do O  Globo, a fragilidade do general já é comentada no Planalto.


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