Fórumcast #19
21 de março de 2019, 12h01

Casado com a sogra de Rodrigo Maia, Moreira Franco também é preso

O ex-juiz da Lava Jato e atual ministro da Justiça, Sérgio Moro, foi chamado de “funcionário de Bolsonaro” por Maia – que classificou o projeto de lei anticrime como um “copia e cola”

Moreira Franco e Rodrigo Maia (Foto: Reprodução)

Após prender Michel Temer, que deverá ser encaminhado ao aeroporto de Guarulhos, de onde seguirá para o Rio de Janeiro, agentes da Polícia Federal cumpriram mandado de prisão contra Moreira Franco, ex-ministro de Minas e Energia, que é casado com a sogra de Rodrigo Maia. A ação acontece nesta quinta-feira (21).

Ex-juiz da Lava Jato e atual ministro da Justiça, Sérgio Moro protagonizou atrito com o Maia, que o chamou de “funcionário de Bolsonaro”,  classificando o projeto de lei anticrime como um “copia e cola” na noite desta quarta-feira (20). Moro, então, emitiu nota na tentativa de colocar panos quentes, dizendo que seu projeto é “inovador e amplo”, salientando que “o combate ao crime pode ser adiado indefinidamente, mas o povo brasileiro não aguenta mais”.

Leia também: Mensagens de Moro por whatsapp durante a madrugada provocaram fúria de Rodrigo Maia

A resposta ríspida de Maia foi provocada por mensagens enviadas por Moro no fim da noite de terça-feira (19) e que entrou na madrugada de quarta-feira (20). Em tom de cobrança, o ministro implorava celeridade no pacote anticrime, acusando Maia de descumprir um acordo e lamentando a criação de um grupo de trabalho para analisar o projeto.

Veja também:  Isolado no governo e humilhado, Moro busca aproximação citando mais Bolsonaro no Twitter

Há outro mandado de prisão também contra Eliseu Padilha, ex-ministro-Chefe da Casa Civil de Temer. Além dele, há também outro mandado  contra o coronel Lima, amigo de Temer há mais de 30 anos, que, de acordo com delator, teria pedido dinheiro, em nome dele a empresas do porto de Santos (SP), tradicional área de influência política do peemedebista.

Os mandados foram expedidos pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio. De acordo com informações da GloboNews, o processo dos portos teria sido desmembrado em três, ficando um terço no Rio de Janeiro e as outras duas partes divididas entre São Paulo e o Distrito Federal.

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