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27 de março de 2019, 14h26

Chamado de “fascistinha” em ato, Bolsonaro cancela visita à Mackenzie e se abriga em Comando Militar

No protesto, os estudantes criticaram a Ditadura Militar, instalada no golpe de 64, e protestaram contra Bolsonaro, que tem incitado manifestações para "comemorar" a instalação do regime no próximo dia 31

Estudantes fazem ato contra Bolsonaro no Mackenzie (Reprodução/Twitter)

Depois de protesto de estudantes na Universidade Presbiteriana Mackenzie em São Paulo – em que foi chamado de “fascistinha” – na manhã desta quarta-feira (27), Jair Bolsonaro (PSL) cancelou a ida ao local e transferiu a agenda para o Comando Militar do Sudeste, também na capital paulista.

No protesto, os estudantes criticaram a Ditadura Militar, instalada no golpe de 64, e protestaram contra Bolsonaro, que tem incitado manifestações para “comemorar” a instalação do regime no próximo dia 31.

O protesto contra o presidente foi feito pelos alunos dentro e fora da universidade. Eles vestiam blusas vermelhas e levavam cartazes e adesivos com os dizeres “Ele não” e “estudantes contra Bolsonaro”.

Em vídeos publicados nas redes sociais, alunos chamam Bolsonaro de “fascistinha” e gritam “ditadura nunca mais”.

A visita de Bolsonaro à universidade estava programada para acontecer no início da tarde. Ele iria conhecer pesquisas da instituição com grafeno, material flexível e mais resistente do que o aço.

Pela manhã, o evento já não constava na agenda presidencial. O compromisso chegou a ser divulgado na agenda do governador João Doria (PSDB), que também compareceria, mas foi removido.

Bolsonaro, no entanto, foi recebido por Doria no aeroporto de Congonhas no início da tarde.

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