Citado por Mandetta, Carlos Bolsonaro pode ser convocado à CPI do Genocídio

Em seu perfil no Twitter, o filho do presidente classificou o depoimento de Mandetta à comissão como "festival de mentiras" e "circo boçal de narrativas"

Senadores de oposição ao presidente Jair Bolsonaro pretendem convocar o vereador Carlos Bolsonaro para prestar depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga as omissões do governo do presidente Jair Bolsonaro diante da pandemia de Covid-19, a chamada CPI do Genocídio. O ex-ministro Henrique Mandetta afirmou nesta terça-feira (4) que o filho “02” do presidente Jair Bolsonaro participou de reuniões sobre a pandemia.

“Eu, por exemplo, testemunhei várias vezes reunião de ministros onde o filho do presidente que é vereador no Rio de Janeiro estava sentado atrás tomando as notas da reunião. Eles tinham constantemente reuniões com esses grupos dentro da Presidência”, disse.

A fala reforçou o pedido articulado pelos senadores Humberto Costa (PT-PE) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP) para convocar o filho do presidente, segundo informações da colunista Bela Megale, de O Globo.

O requerimento que pretende convocar Carlos e outros integrantes do chamado “gabinete do ódio” do bolsonarismo será votado na quarta-feira (5).

Nas redes sociais, o vereador reagiu às declarações de Mandetta. “Festival de mentiras. Circo boçal de narrativas. Se a lei valesse de verdade, um sujeito que se preza mentir descaradamente onde a lei diz que não deveria, sair preso desse local era o esperado em um país sério! Mas vivemos no Brasil onde tudo acontece ao contrário!”, tuitou, em seu estilo confuso.

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Lucas Rocha

Lucas Rocha é formado em jornalismo pela Escola de Comunicação da UFRJ e cursa mestrado em Políticas Públicas na FLACSO Brasil. Carioca, apaixonado por carnaval e latino-americanista convicto, é repórter da sucursal do Rio de Janeiro da Revista Fórum e apresentador do programa Fórum América Latina