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10 de janeiro de 2020, 20h20

Com medo da inflação, Bolsonaro quer criar postos para encher botijão de gás

Em 2019, o Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), o gás de cozinha, teve cinco altas determinadas pelo governo

Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes - Foto: Marcos Corrêa/PR

O presidente Jair Bolsonaro usou as redes sociais nesta sexta-feira (10) para anunciar que determinou que o governo estude com urgência a criação de “postos” de botijão com o objetivo de tentar reduzir o preço do gás liquefeito de petróleo (GLP), o gás de cozinha, que teve cinco aumentos no último ano.

“Como alternativa determinei estudar (urgente) a possibilidade criar locais especializados p/ se encher botijões de gás. No Brasil existem poucas engarrafadoras. O botijão ‘anda’ centenas de quilômetros p/ ser enchido e, depois, mais uma centena até o consumidor”, publicou Bolsonaro em seu Twitter.

O presidente ainda falou em uma “guerra” contra “burocratas” e “lobistas”. “Nessa guerra o inimigo a ser derrotado serão os burocratas (sem dificuldade da minha parte), e os “especialistas”, que se dividem em 2 grandes grupos: os idiotas úteis que gostam de aparecer nas TVs e os lobistas (graneiros)”, disse ainda.

Em 2019, o gás de cozinha teve cinco altas determinas pelo governo Federal. A última foi em dezembro, quando o GLP subiu 5%. Segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, entre os dias 5 e 11 de janeiro a média nacional do botijão de 13 kg é de R$ 69,47. O Mato Grosso é o estado com a média mais alta, R$ 95,63. Em Roraima, Tocantis, Amapá, Rondônia e Acre o valor médio ultrapassa os R$ 80.


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