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07 de julho de 2019, 11h29

Com seis meses de governo e uma das piores avaliações, Bolsonaro volta a falar em reeleição

"Pegamos um país quebrado moral, ética e economicamente, mas se Deus quiser nós conseguiremos entregá-lo muito melhor para quem nos suceder em 2026", disse o presidente, que já tem a pior aprovação de um presidente em primeiro mandato da história do Brasil, segundo pesquisas

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Durante um evento no Clube Naval de Brasília, na noite deste sábado (6), o presidente Jair Bolsonaro, que recém completou seis meses de governo, voltou a falar sobre reeleição. “Pegamos um país quebrado moral, ética e economicamente, mas se Deus quiser nós conseguiremos entregá-lo muito melhor para quem nos suceder em 2026”, afirmou, já com a certeza de que se reelegerá em 2022.

Esta é a segunda vez, com menos de um ano de mandato, que Bolsonaro fala sobre a possibilidade de disputar a eleição para a presidência novamente daqui quatro anos. Em junho, disse que se houver “um a boa reforma política” e a população quiser, será candidato.

A população, pelo visto, não quer 

A prematura declaração do capitão da reserva, porém, não corresponde, necessariamente, com o clamor popular. Pesquisas de opinião apontam que a aprovação de seu governo está em derrocada enquanto a rejeição aumenta mês a mês.

A última pesquisa Ibope, de junho, por exemplo, mostra que a avaliação de ótimo/bom do governo caiu para 32%, empatando com a avaliação de ruim/péssimo, que subiu e chegou aos mesmos 32%. Para se ter uma ideia, nenhum presidente em primeiro mandato teve uma avaliação tão ruim nos primeiros meses de gestão.

A popularidade de Bolsonaro no mercado está ainda pior. De acordo com Pesquisa XP publicada nesta segunda-feira (27), a avaliação do governo entre investidores do mercado financeiro despencou desde a posse, em janeiro, até maio. Segundo o levantamento, feito entre os dias 22 e 24 de maio (antes, portanto, das manifestações de domingo), a avaliação ótima ou boa do governo de Bolsonaro caiu de 86% em janeiro para atuais 14%. No sentido oposto, o nível de ruim ou péssimo saltou de 1% para 43% no mesmo intervalo. Já as avaliações regulares foram de 13% a 43%, tendo alcançado o pico de 48% no mês passado.


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