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15 de março de 2018, 12h35

Comissão de deputados acompanhará investigação da morte de Marielle Franco e Anderson Gomes

Comissão instituiu grupo que acompanhará em caráter de urgência o assassinato

Por Câmara dos Deputados

A Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados (CDHM), por iniciativa do seu presidente, deputado Paulão (PT-AL), instituiu em caráter de urgência um grupo de parlamentares para acompanhar as investigações em torno do assassinato da vereadora pelo Rio de Janeiro Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes, ocorrido hoje (14/03) no centro da capital carioca.

O grupo será coordenado pelo deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) e será composto por outros quatro parlamentares do Rio: Benedita da Silva (PT), Jean Wyllys (PSOL), Glauber Braga (PSOL) e Wadih Damous (PT). Sua tarefa será acompanhar, em nome da CDHM, todos os desdobramentos de apuração do episódio, oficiar autoridades e cobrar medidas visando a elucidação do crime.

Segundo relatos divulgados pela imprensa, o carro em que estava Marielle e mais duas pessoas foi alvejado com vários tiros por outro veículo que emparelhou com o que estava a vereadora. Além de Marielle, o motorista de seu carro, ainda não identificado, também morreu. As informações dão conta que uma pessoa sobreviveu aos disparos.

Com um histórico de luta em defesa dos direitos humanos de negros e negras, bem como de populações marginalizadas do Rio, sobretudo moradores de comunidades, e nascida no Complexo da Maré, Marielle assumiu, recentemente, relatora da Comissão que acompanha a intervenção federal no Rio, que tinha como finalidade fiscalizar o poder público, visitar territórios e solicitar informações sobre a intervenção no município.

Além disso, Marielle denunciou uma ação de policiais militares do 41 BPM na Favela de Acari, após denúncias de truculência durante a abordagem de moradores.

Sua atuação como defensora de direitos humanos, liderando processos de denúncias de violações como as relatadas acima, colocam Marielle como um alvo em potencial de organizações criminosas e grupos interessados na perpetuação de desrespeito aos direitos humanos do povo do Rio de Janeiro. Portanto, é fundamental o engajamento da CDHM no sentido de cobrar providências e respostas a este crime tão brutal.

Por fim, presto solidariedade aos familiares, amigos e companheiros de caminhada da vereadora Marielle, em especial a todos os filiados do PSOL, e informo que a assessoria técnica da CDHM estará à disposição da comissão de parlamentares denotando prioridade total ao caso.

Deputado Paulão

Presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados


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